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Companhias aéreas adotam rastreadores de bagagens

Do tamanho de uma carteira, o Lugloc é colocado dentro da bagagem e faz o rastreamento ao se comunicar com torres de celular. PHOTO: DENISE BLOSTEIN/THE WALL STREET.

Em um mundo em que tudo é rastreado, os passageiros ficam enfurecidos quando as companhias aéreas não entregam as bagagens despachadas e confessam que elas não têm ideia de onde as malas estão. A solução finalmente está chegando.

As empresas aéreas estão investindo milhões de dólares em novas tecnologias para correr atrás da cultura do rastreamento. A American e a Delta podem agora informar por meio de seus aplicativos quando as malas são embarcadas ou desembarcadas. E os viajantes também podem optar por rastreadores pessoais, colocados dentro da mala, ou até pelas novas malas inteligentes que possuem rastreadores embutidos.

Em todo o mundo, as empresas aéreas registraram 23 milhões de malas perdidas ou entregues com atraso no ano passado. A maioria das malas acabou sendo devolvida aos proprietários, mas não sem antes seu desaparecimento ter arruinado muitas férias, casamentos ou reuniões de negócios. O volume de malas extraviadas caiu 10% no ano passado, mas ainda corresponde a uma mala perdida para cada voo com 150 passageiros.

A Delta Air Lines foi a primeira a adotar etiquetas de bagagem com chips de identificação de radiofrequência embutidos no papel, conhecidos como RFID — painéis extremamente finos, do tamanho de um cartão de visitas.

A adoção do sistema está custando US$ 50 milhões para a Delta este ano e ele deve estar pronto para o período de festas do fim do ano, diz Bill Lentsch, diretor de serviços de aeroporto ao cliente e de operações aéreas da Delta. A empresa também está em processo de instalar receptores em todas as unidades de despacho e manuseio de bagagens, das esteiras atrás dos balcões de atendimento às carregadoras que levam as malas até os aviões.

Até agora, as etiquetas com RFID são lidas pelos receptores em 99,85% das vezes, No caso dos códigos de barras, os escaneadores ópticos lêem as etiquetas em cerca de 90% dos casos, o que significa que uma em cada dez malas é manuseada manualmente, um processo que toma tempo e que pode fazer com que elas não sejam embarcadas a tempo nos voos.

A Delta já possui a menor taxa de extravio de malas entre as grandes companhias aéreas americanas e ela espera uma melhora de 10% com as novas etiquetas. O novo sistema permitirá um melhor monitoramento do percurso da mala e os passageiros terão mais informações sobre a localização da sua bagagem. As etiquetas farão com que a Delta economize dinheiro com menos entregas de bagagens na casa dos passageiros e menos pedidos de reembolso do valor de itens perdidos.

Outas empresas aéreas estão testando uma etiqueta permanente emitida para clientes importantes que possa ser preenchida com informações dos passageiros, seja através de escaneamento óptico ou pelo RFID.

Companhias aéreas como a australiana Qantas, a alemã Lufthansa e outras testaram dispositivos, praticamente do tamanho de uma mão, que são anexados nas malas e podem ser programados para cada viagem.

A Alaska Airlines está testando uma etiqueta eletrônica com 500 clientes há três semanas, segundo uma porta-voz da empresa. A JetBlue conta com 60 protótipos de etiquetas que começarão a ser usados no fim deste mês. Eles podem ser programados pelo aplicativo de smartphone da companhia e exibem um código de barras. Isso elimina a necessidade de o cliente ir até um guichê para imprimir uma etiqueta de papel.

Fabricantes de malas, empresas de rastreamento e alguns empreendedores estão separadamente lançando produtos para viajantes que querem realizar seu próprio rastreamento. Eu testei alguns e encontrei muitos defeitos. Mas alguns são confiáveis.

O Trakdot e o LugLoc são dois dispositivos do tamanho de uma carteira que podem ser colocados dentro da mala. Os dois se conectam a torres de celulares e podem enviar o sinal de sua localização aproximada em relação ao proprietário por meio de um app.

Jason Kijek, um passageiro que frequentemente faz muitas conexões quando viaja e já teve várias experiências com malas perdidas, tinha um Trakdot em sua mala quando ele a despachou em San Francisco com destino a Cracóvia, na Polônia, com conexões na Filadélfia e em Londres. Quando ele chegou em Cracóvia, a mala não estava lá. Kijev informou a British Airways que seu rastreador indicava que a mala estava na Filadélfia, onde ele chegou para a conexão com um voo da American Airlines.

A mala chegou até ele em 24 horas. Kijek não sabe se ela chegou mais rapidamente porque ele conhecia sua localização, mas ele se sentiu mais tranquilo podendo acompanhar ela ser enviada a Londres e depois a Cracóvia, onde ele a buscou sem ter que esperar por um telefonema da companhia aérea. “No geral, o produto trabalha bem”, diz ele.

Fonte: The Wall Street Journal

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