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Cenário na aviação parou de piorar, diz Gol


O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou que a deterioração da demanda na aviação parou de acontecer, mas aponta que ainda não é possível prever a partir de que momento a reação dessa indústria será acompanhada por uma retomada do crescimento, com a volta dos investimentos.

"A gente vinha vendo, a cada trimestre, uma queda em relação ao trimestre do ano anterior, cada vez mais acentuada. O que vemos agora é que ainda há queda, mas a um ritmo menor que no trimestre anterior. Podemos dizer que temos uma desaceleração da queda", disse, em entrevista ao Valor na sexta-feira.

Kakinoff ponderou que a definição do quadro político no país, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, é um ingrediente necessário, mas não suficiente para que o setor vislumbre a retomada do crescimento da demanda e, por tabela, dos investimentos. "São as implementações de medidas que estejam no caminho da austeridade fiscal, das metas de superávit, por exemplo, que permitirão ao empresariado retomar a previsibilidade", disse. "A solução passa por Brasília."

Segundo dados mais recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o tráfego da aviação doméstica brasileira medido em passageiros-quilômetros transportados (RPK, na sigla em inglês) caiu 6,9% em julho na comparação com igual mês de 2015, completando uma sequência de 12 meses seguidos de retração.

Kakinoff disse que a Gol conseguiu fazer um rápido ajuste para adequar a capacidade à nova realidade de demanda. No primeiro semestre deste ano - dados mais recentes da companhia -, a aérea diminuiu a oferta medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK) em 6,4% na comparação com os sete primeiros meses de 2015. Em decolagens, o ajuste foi mais forte, chegando a 14,4%.

A empresa também reduziu a frota, de 144 para 122 aviões. Com vagas de emprego congeladas e um programa de licença não remunerada para tripulantes, a Gol cortou seu quadro de pessoal. Em 30 de junho, tinha 15,3 mil funcionários. Um ano antes, eram 16,8 mil.

"A adequação da oferta à demanda, que chegou a dois dígitos [de variação percentual em relação aos indicadores de um ano atrás], está feita", disse o presidente da Gol. "Podemos fazer pequenos ajustes, de um dígito baixo [menos de 3%], sem alterar a estrutura", afirmou Kakinoff.

A empresa fechou o mês de julho na liderança do mercado brasileiro, com uma participação de 36,7%, segundo dados publicados pela Anac.

Fonte: Valor Econômico

Um comentário:

  1. Matéria gentilmente enviada pelo usuário do AEROJOAOPESSOA, Rudolf Thales.

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