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Projetos de novos aeroportos devem suprir malha defasada


Os projetos de novos aeroportos para a aviação em geral, especialmente para a aviação executiva, deixam o papel.

Projetado para a aviação executiva, visando atender a maior parte das aeronaves executivas existentes em voos internacionais de longo curso, o Aeroporto Executivo Catarina, um investimento de R$ 300 milhões da JHSF, uma das maiores empresas do setor imobiliário do país, chega à sua fase final com mais de 90% da terraplanagem concluída, no município de São Roque. Terá uma pista de aproximadamente dois mil metros, área de hangar e terminal, e condições de receber até 200 mil pousos e decolagens por ano.

Trata-se de um importante impulso ao crescimento da aviação executiva no Brasil, avalia Rogério Lacerda, diretor da unidade de aeroportos da JHSF. "Existe uma demanda reprimida neste segmento", diz ele. "Os aeroportos comerciais de São Paulo, como Congonhas, operam com 100% de sua capacidade e a malha aeroportuária brasileira está defasada", afirma.

Pelo menos outros 19 projetos, cuja outorga foi concedida pela Secretaria de Aviação Civil para serem explorados comercialmente, estão em andamento em vários Estados brasileiros. Entre eles está o Aeroporto de Coroa do Avião, em Igarassu (PE), que passará a receber voos executivos, visando desafogar o aeroporto do Recife.

Em São Paulo, o governo também decidiu fomentar a infraestrutura aeroportuária, especialmente voltada para a aviação regional e executiva. O governador Geraldo Alckmin autorizou o lançamento de edital de concessão de cinco aeroportos paulistas - Antonio Ribeiro Noronha Júnior (município de Itanhaém), Gastão Madeira (Ubatuba), Comandante Rolim Adolfo Amaro (Jundiaí), Campo dos Amarais (Campinas) e Arthur Siqueira (Bragança Paulista).

O investimento mínimo ao longo de 30 anos de concessão será de R$ 90,1 milhões, dos quais R$ 32,4 milhões serão concentrados nos quatro primeiro anos. As obras previstas para os aeroportos contemplam melhorias nos sistemas de pistas, pátio e sinalização, além de reforma nos terminais de passageiros e ampliações na infraestrutura de hangares. "A concessão representa um potencial de crescimento para as regiões onde os aeroportos estão situados, como geração de novos negócios e postos de trabalho", diz Giovanni Pengue Filho, diretor geral da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, que coordena o processo licitatório. Segundo ele, o ganho operacional com a ampliação de investimentos na infraestrutura aeroportuário e nos serviços beneficiarão os usuários dos aeródromos que, juntos, movimentaram cerca de 210 mil aeronaves em 2014.

O Brasil tem 2.463 aeródromos registrados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - 1.806 privados e 657 públicos, que se destinam à aviação geral, entre as quais a aviação executiva.

As empresas de aviação executiva consideram a expansão dos aeroportos um importante estímulo ao crescimento dos negócios, mas apontam alguns entraves ao desenvolvimento de suas atividades. "A falta de instrumentação na maioria dos aeroportos torna precárias e inseguras as operações de pouso e decolagem", comenta Michael Klein, presidente da CB Air, que opera uma frota de 16 aeronaves. "Aeroportos importantes, como de Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto só operam visualmente. Não há torres com controles modernos", diz Klein.

Fonte: Valor Econômico

Um comentário:

  1. Tem é que quebrar o monopólio do estado nos aeroportos de voos comerciais.

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