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Banheiro menor eleva lucro de aéreas, mas vira tarefa para contorcionista

Aeronave da Alaska Airlines, que encolheu os banheiros. Foto: 
Bob Riha, Jr./Alaska Airlines/Handout via REUTERS.

Lavatórios menores estão ajudando as companhias norte-americanas de aviação a aumentar o número de assentos nas aeronaves (e, com isso, seus lucros), mas também viraram motivo de reclamação para os passageiros.

A instalação de banheiros menores, iniciada em 2013, levou a queixas sobre questões de segurança, dizem passageiros e tripulantes, preocupados com o acesso restrito para as pessoas que sofram deficiências físicas e também com as dificuldades enfrentadas pelos demais usuários.

Barry Brandes, cantor aposentado, de Nova York, viaja diversas vezes por ano, pela United Airlines. Com 1,93 metro de altura, ele diz que entrar nos novos lavatórios do Boeing 737-900, um avião de corredor central, não é fácil.

"Não posso ficar inteiramente em pé no banheiro e tenho que me contorcer para conseguir usá-lo."

A United tem um total de 250 jatos Boeing-737-800 e 737-900, que oferecem uma combinação entre lavatórios convencionais e o novo modelo, segundo Erica Benson, porta-voz da companhia.

A configuração dos vasos sanitários pode tornar especialmente difícil, em caso de emergência médica, ajudar os viajantes que enfrentam deficiências físicas ou são incapazes de se movimentar sem ajuda, disse Jeffrey Tonjes, porta-voz dos comissários de bordo da United em sindicato de funcionários.

A United não é a única companhia de aviação a instalar lavatórios menores. Bobbie Egan, porta-voz da Alaska Airlines, disse que 6 dos 153 Boeings-737 de sua companhia têm lavatórios de tamanho ligeiramente reduzido e que não houve queixas dos passageiros a respeito.

A Delta Air Lines voa o Boeing 737-900ER, que tem lavatórios menores, e o Airbus 320, que está passando por modificações na cabine, igualmente. Segundo a empresa, pesquisa com consumidores não mostrou queixa significativa sobre o tema.

Sara Nelson, presidente internacional da Associação de Comissários de Bordo CWA, tem perspectiva diferente.

Segundo ela, "as portas desses sanitários se abrem uma contra a outra, criando problemas de segurança. Há muitas lesões, com dedos machucados, pessoas atingidas por portas, esbarrões e machucados". Alguns pais de crianças pequenas dizem que não têm como ajudar os filhos no banheiro a não ser que a porta fique aberta.

Fonte: Folha de S. Paulo/
New York Times

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