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Aeroporto da Flórida é reaberto após atentado; FBI não descarta terrorismo

Passageiros vão para a pista do aeroporto de Fort Lauderdale após ataque a tiros no local. Foto: Taylor Elenburg/AFP.

O aeroporto de Fort Lauderdale voltou a funcionar no sábado (7), às 5h locais (8h em Brasília) após ter sido alvo de um atirador na sexta (6).

O ataque cinco mortos e oito feridos.

O atirador, que abriu fogo contra passageiros que retiravam malas na área de desembarque, foi identificado como Esteban Santiago, 26, ex-militar que passou por tratamento psicológico.

Durante a tarde e a noite de sexta, o aeroporto ficou fechado, com todas as atividades suspensas. Milhares de pessoas ficaram contidas nos terminais, enquanto as autoridades faziam buscas na cena do crime.

Além de retirar as pessoas dos terminais, também foi preciso organizar a devolução de 20 mil malas e itens pessoais aos passageiros que foram evacuados do aeroporto.

A Cruz Vermelha ajudou a fornecer água e comida aos que precisaram dormir no local.

INVESTIGAÇÃO

Esteban foi detido e está sendo interrogado. O agente especial do FBI em Miami, George Piro, disse que "a investigação está em uma fase muito preliminar ainda" e que não se pode determinar se foi, ou não, um ato terrorista. Ele não informou que arma o agressor usou.

"Até agora, parece que ele atuou sozinho", disse o agente. As razões do ataque ainda não foram esclarecidas.

O agente Piro explicou à imprensa que Santiago viajou do Alasca para Fort Lauderdale e fez escala em Minnesota.

Citando fontes policiais, a CNN noticiou que Santiago havia declarado que portava uma arma em sua bagagem, algo que não causa surpresa em um país onde o direito de portar armas é garantido pela Constituição.

Piro também assinalou que Santiago foi há dois meses a um escritório do FBI em Anchorage, Alasca, mostrando "um comportamento errático", que levou os oficiais a enviá-lo para um hospital psiquiátrico para sua avaliação.

Segundo a CBS, o homem disse então que o estavam forçando a lutar pelo grupo Estado Islâmico e que a CIA controlava sua mente, ao obrigá-lo a ver vídeos da organização extremista.

A imprensa americana também noticiou que Santiago recebeu baixa de seu serviço militar por "desempenho insatisfatório". 

Fonte: Folha de S. Paulo/Agências de Notícias

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