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Paraíba vai ganhar primeiro condomínio aeroviário


A Paraíba vai ganhar seu primeiro condomínio aeronáutico.

A Estância Ouro Verde - Clube Fly In ficará situado em Forte Velho, no município de Santa Rita - distante 22 km de João Pessoa -, em uma área de 183.259 metros quadrados. O empreendimento terá investimento total de aproximadamente R$ 7 milhões e vai contar com espaço para a edificação de residências com hangares privativos, além de pista asfaltada com balizamento para pouso noturno, hangares e os serviços de táxi aéreo e oficina para manutenção de aeronaves.

De acordo com o presidente do Conselho Administrativo do empreendimento, Higo Ramos Bruno, nove sócios estão investindo no projeto com recursos próprios. As obras já iniciaram e a previsão é que no mês de abril a pista esteja concluída, permitindo o embarque e desembarque de aeronaves no local, quando também será iniciada a comercialização dos lotes. A estimativa é de que o local seja dividido em 50 lotes, mas a metragem de cada um ainda não foi definida.

As obras da pista tiveram início em novembro do ano passado, imediatamente após a obtenção de todas as licenças aeronáuticas e ambientais necessárias para um empreendimento deste tipo. “Obtivemos a licença prévia de instalação junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) desde outubro do ano passado. Depois de concluída a pista, ela passa por uma vistoria para o processo de registro definitivo. Isso deverá acontecer somente em abril. Depois de 48 horas da vistoria, a pista já estará liberada para voos”, explicou.

Para obter todas as licenças foram necessários pelo menos dois anos. “Esse tempo já era esperado, pois temos de atender vários requisitos de segurança e proteção ao meio ambiente. Até atingirmos todo esse patamar de ajuste e documentação, foram necessários dois anos de planejamento”, afirmou Higo Ramos Bruno.

Ao todo, o condomínio vai passar por sete fases de construção. A primeira é a homologação e instalação da pista. Depois, são realizadas as instalações dos hangares, das empresas e das casas, entre outros processos. Até ficar totalmente concluído, serão quatro anos.

O coordenador também explicou que o público-alvo do empreendimento são os apaixonados por aviação, profissionais do setor e empresários que possuem aeronaves. “(O condomínio foi) construído pensando nas aeronaves executivas, de instrução e também de aviões regionais, além do aerodesporto, ou seja, uso para recreação. O condomínio vai contar também com posto de abastecimento de aeronaves, oficina de manutenção, área de convívio com piscina e esportes, escola de pilotagem, ou seja, o uso ligado à atividade aeronáutica”, declarou Ramos.

PB: maior número de aviões por habitantes

A Paraíba conta com uma das maiores frotas de aeronaves particulares do Nordeste. São cerca de 40 aeronaves, além dos visitantes, de acordo com o coordenador do condomínio. O novo empreendimento vai atender não apenas os proprietários de aviões, mas também as pessoas que necessitam utilizar esse meio de transporte para fazer negócios, turismo e a indústria do entretenimento, com a utilização do lugar por artistas que vêm ao Estado em voos privados.

“Tenho uma oficina para aeronaves e outra para helicópteros aqui na Paraíba e 80% das aeronaves e helicópteros que faço manutenção são de fora. Então, há uma demanda enorme para um empreendimento desse tipo. Por morar aqui e ser profissional da área, percebi que há essa demanda, inclusive por espaço. Minha oficina fica no aeroclube e não tem mais como expandir por delimitação de espaço”, afirmou Higo Ramos Bruno.

Além disso, muitos empresários possuem o próprio helicóptero graças à necessidade de deslocamento constante e com rapidez. “Quando empresários de fora vêm para cá, não têm onde deixar os helicópteros, por exemplo. Então, vamos conciliar um condomínio de alto padrão com a necessidade de se ter um espaço para abrigar aeronaves. Ainda, a Paraíba é o estado do Nordeste que tem maior média de utilização de aeronaves, considerando a quantidade de pousos e decolagens por número de habitantes. É maior que Pernambuco e Rio Grande do Norte somados”, estimou Ramos.

“A Estância Ouro Verde atenderá a uma necessidade da nossa economia. João Pessoa está localizada em uma área privilegiada na região Nordeste, palco de investimentos e de grandes empresas. Carece de um espaço planejado, confortável e seguro para o desembarque de aeronaves privadas. A nova pista de pouso será habilitada para receber jatos executivos e aviões da aviação regional”, explicou o presidente do Conselho Administrativo do empreendimento, Higo Ramos Bruno.

Geração de empregos também é foco

Uma das preocupações dos empresários foi buscar não somente uma localidade propícia à prática aeronáutica, mas que também pudesse movimentar a economia nas proximidades, principalmente com a geração de empregos. Desde o início da construção da pista, 46 pessoas que moram nas comunidades de Forte Velho e Nossa Senhora do Livramento foram contratadas e a previsão é que o número aumente para 65 até esta semana.

“Nossa ideia foi priorizar a mão de obra local para construir a pista. De fora daqui, só temos dois engenheiros. Queremos integrar as pessoas da localidade nas nossas atividades para ajudar a diminuir o desemprego, que é alto na região. Também queremos que, depois da conclusão do empreendimento, os mesmos trabalhadores possam ser integrados nas atividades que serão desenvolvidas no local, ou seja, na escola de aeronaves, na manutenção das aeronaves e das casas, enfim, é aproveitar para as pessoas continuarem conosco”, declarou o presidente do Conselho Administrativo do empreendimento.

Outra preocupação dos empresários que desenvolveram o ambicioso projeto é incentivar a prática aérea no estado. “Não cobraremos taxa aeroportuária, por exemplo, mesmo para quem não tiver uma casa no condomínio. Queremos incentivar cada vez mais a aviação e atrair mais investimentos para a Paraíba. A própria construção da pista é um incentivo. A indústria aeronáutica não se desenvolve mais no estado por causa da limitação da estrutura. Então, esse empreendimento veio preencher essa lacuna”, afirmou Ramos.

A Estância Ouro Verde receberá pousos diurnos e noturnos já a partir de abril, quando será celebrado um acordo operacional com órgãos de tráfego aéreo de João Pessoa e Recife. “Não teremos uma torre de controle e por isso seremos subordinados aos órgãos de tráfego aéreo mais próximos. Isso significa que dependemos do controle do espaço aéreo dessas localidades”, explicou Ramos.

O coordenador do projeto

Higo Ramos Bruno é piloto de voos internacionais, comandando tripulações a lugares como Nova York e Europa. Apaixonado por aviação, atua na área há 24 anos. Embora tenha aprendido o ofício em São Paulo, mudou-se para João Pessoa por perceber o clima favorável ao voo – e por ter uma esposa paraibana. Montou uma oficina de manutenção de aeronaves e helicópteros e viu o empreendimento crescer até se tornar o terceiro maior do Nordeste.

Fonte: Jornal Correio da Paraíba/Turismo em Foco

5 comentários:

  1. Excelente empreendimento que com certeza será uma grande referencia na região nordeste. E ainda sem contar que é nas proximidades da capital João Pessoa.

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  2. A construção não em forte velho é um erro grave de quem fes esta divulgação a construção é em livramento ok.

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  3. Não sei o porque a divulgação esta com o nome forte velho quando a construção esta sendo feita em livramento que concerte este grave erro colocando o nome verdadeiro do lugar.

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    1. Erro grave? Tudo bem... Entre em contato com os sites que produziram a informação, é mais coerente.

      O ideal seria uma pessoa que administre/preside o condomínio aeronáutico solicitasse o ajuste, junto aos sites que produziram a matéria.

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