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Azul faz quarta tentativa para abrir capital no Brasil e nos EUA

Azul Linhas Aéreas (Foto: Azul Linhas Aéreas/ Divulgação).

A companhia aérea brasileira Azul registrou nesta segunda-feira (6) um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil e nos Estados Unidos.

Esse é a quarta vez que a empresa aérea criada em 2008 tenta lançar ações na bolsa de valores. As outras ofertas foram canceladas por condições desfavoráveis do mercado.

Em comunicado à imprensa, a Azul confirmou que “protocolou nesta segunda-feira (06/02) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de São Paulo pedido de registro de companhia aberta e solicitação para realizar uma Oferta Pública Inicial de ações. Caso as condições de mercado sejam favoráveis e os órgãos reguladores aprovem os pedidos da Azul, a companhia pretende abrir seu capital simultaneamente no Brasil e nos EUA em 2017.”

Até a última atualização desta reportagem o documento não estava disponível no site da CVM.

Operações canceladas

A empresa pediu o registro de companhia aberta, pela primeira vez, em maio de 2013 e fez outras duas tentativas em 2014. Todas as operações foram canceladas devido à instabilidade do mercado financeiro no Brasil diante do cenário político e econômico.

De acordo com a empresa, os recursos levantados serão usados para pagar dívidas. “Nós pretendemos usar as receitas para pagar dívidas de R$ 333 milhões e para propósitos corporativos gerais”, disse o documento.

Mesmo controlador

Um grupo de 10% a 20% das ações preferenciais será oferecido a investidores não institucionais. Os diretores e empregados da Azul terão prioridade na compra de 50% desse montante, de acordo com o formulário. Após a oferta, o empresário David Neeleman continuará a ser o controlador da empresa, diz o documento.

CEO e fundador da Azul, David Neeleman (Foto: Darlan Alvarenga/G1).

Criada em 2008 por Neeleman, a Azul é a terceira maior empresa aérea brasileira. Além de Neeleman, também são sócios da Azul fundos de investimento e outras empresas do setor aérea, como a americana United Airlines e a chinesa HNA. A Azul também é acionista da companhia aérea portuguesa TAP, que tem Neeleman como controlador.

A Azul encerrou 2016 com 139 aviões, faturamento de R$ 6,67 bilhões e um prejuízo líquido de R$ 126 milhões.

Fonte: G1

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