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Dilema da Boeing: produzir um avião novo ou dois para o mercado “do meio”


Para a Boeing, um 737 MAX 10, parece ser a melhor solução técnica para o problema de minimizar o custo para oferecer mais assentos a bordo.

No início de março, o fabricante anunciou as especificações técnicas do 737-10 com planos para lançar o programa antes do final do ano e primeiras entregas planejadas para 2020.

Segundo a Boeing, a nova aeronave poderá transportar o mesmo número de passageiros (em duas classes) que o A321 porém com alcance maior – com o natural questionamento da Airbus. A dúvida da Boeing é a adequação do lançamento do programa 737 MAX 10 (de um corredor) ao mesmo tempo em que estuda o projeto de um novo jato de dois corredores para o chamado mercado “do meio” (provavelmente, seria o 797).

Tanto o 737-10 como o A321neo poderiam transportar cerca de 210 passageiros em configuração de duas classes, com um alcance de 3.000 mn a 3.300 mn (5.560 km a 6.100 km) A variante A321LR tem um alcance em torno das 4.000 mn (7.400 km).

Um 797 transportaria 220 a 270 passageiros, (conforme a versão) com um alcance de cerca de 4.500 mn a 5.000 mn (8.330 km a 9.260 km). A Airbus afirma que, com seu A330, já cobre este mercado. A reação do mercado diante de um 737 MAX 10 tem sido tímida. Para o CEO da Air Lease, o eventual lançamento deveria ser antecipado para o início das entregas em 2019.

A Boeing avalia um potencial de mercado de cerca de 1.000 jatos do tipo. Se a reação ao 737 MAX 10 foram mornas, a compensação veio com o 797 de dois corredores. O modelo – caso concretizado – melhoraria a posição da Boeing no mercado dos jatos de dois corredores, que dominava até dois anos atrás.

O dilema da Boeing é como fabricar um jato de dois corredores pelo preço de um avião de corredor único. Nos anos 1990, a solução foi o 757 ao lado do 767 de dois corredores. Esse mercado era quase só seu. Agora, o fabricante de Seattle vê o 737 MAX 10 como o 757 e o 797 no lugar do 767.

A demanda atual do mercado de aeronaves maiores de um só corredor como o A321neo e o 737 MAX 10 é cerca de três vezes maior do que a demanda do mercado “do meio” com aeronaves de dois corredores. O fato pode ser atribuído a ausência de um substituto real para o Boeing 767, que poderia ser até o 797.

Fonte: Aeromagazine

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