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Piloto cajazeirense contesta com dados técnicos capacidade do aeródromo de Cajazeiras


O piloto cajazeirense Fábio Dantas vem questionando a capacidade técnica para pousos e decolagens do aeródromo regional de Cajazeiras desde a sua homologação e, tem feito postagens nas redes sociais especificando com dados técnicos a verdadeira realidade da pista construída pelo governo do estado com recursos do governo federal.

Fábio que é piloto comercial de helicóptero e bacharel em ciências aeronáuticas atesta que a pista do aeródromo não suporta as aeronaves que vem sendo anunciadas pelas autoridades e pela empresa que pretende se instalar em Cajazeiras e, que esteve na semana passada inspecionando o local.

Veja abaixo a sua última postagem com diversos dados técnicos:

“Primeiramente quero deixar claro que minha iniciativa não tem caráter político, quero apenas contribuir com meus conhecimentos para que seja estabelecida a verdade é possamos conquistar esse tão sonhado aeroporto. Tentarei se o mais objetivo possível. No entanto, terei que enviar vários e-mails com vários arquivos. Nesta primeira parte seguem em anexo alguns documentos para que se possa entender que a pista do aeródromo cuja classificação é PCN 6 tem baixa resistência no piso (asfalto) e média resistência no subleito “B”.

Nas características do aeródromo consta:

6/F/B/Y/T

6: PCN número de classificação da pista >>> resistência da pista (asfalto) é baixa, equivale dizer que suporta aeronaves com no máximo 12 toneladas de peso com carga total= aeronave + carga + passageiros + combustível ( suporta no máximo um Embraer Bandeirante EMB-110 para PCN 5 ) não suporta o Embraer Brasília EMB-120 ( para PCN 7).


F: tipo de piso que pode ser rígido ou flexível, de CZ é flexível (asfalto betuminoso);

B: diz respeito à resistência do subleito (solo) do aeródromo em questão é média;

Y: diz respeito à resistência da pista correlação à pressão dos pneus das aeronaves, Y significa que é de baixa resistência, no máximo 1,00 MPa;

T: significa que a ANAC realizou aferição técnica in loco (teste de resistência na pista do aeródromo).

Além das limitações 6/Y, no referido aeródromo é proibida operações de aeronaves a jato como se observa no documento da ANAC em anexo. Ao contrário do que o governador diz ” POUSA JATO “.

Especificações da aeronave Embraer Bandeirante EMB-110 cujo PCN é 5 e pode operar em Cajazeiras e Embraer EMB -120 cujo PCN é 7 portanto, não pode operar em Cajazeiras.

A ANAC jamais autorizará qualquer empresa a operar aeronaves acima do PCN 6 que ela aferiu ao aeródromo de Cajazeiras pois seria responsável em caso de acidente.

Agora veja, por exemplo, o PCN (capacidade de resistência da pista) dos AEROPORTOS, sim AEROPORTOS de:Juazeiro do Norte SBJU. PCN 32, Mossoró SBMS PCN 31, Campina Grande SBKG. PCN 45 e João Pessoa SBJP. PCN 42.

Note-se que o aeroporto de Juazeiro e o de Mossoró possuem PCN próximo de 30 que é o PCN mínimo para poder operar jatos do tipo Boeing 737 (Gol) e Airbus A-319 e A320 ( Latam, Avianca e etc.).

Obs: o aeródromo de Patos SNTS tem PCN 6, igual ao de Cajazeiras porém, Patos está um pouco pior pois, a resistência do subleito (solo) é ” C ” que significa baixa resistência.

Outro detalhe que pode ser observado é que para AEROPORTO a ANAC homóloga e designa código OACI com letra ” B ” após a letra S ou seja, aeroporto de SÃO PAULO CONGONHAS SBSP, JOÃO PESSOA SBJP, CAMPINA GRANDE SBKG, MOSSORÓ SBMS, JUAZEIRO DO NORTE SBJU, NATAL SBSG, assim por diante, já os simples aeródromos não podem ter o B como segunda letra após o S como aeródromo de Monteiro SIBY, Patos SNTS, Aeroclube de João Pessoa SNJO e finalmente Cajazeiras SJZA, por isso há distinção entre aeroporto e aeródromo, volto a afirmar, Cajazeiras tem um simples aeródromo e não aeroporto. O Estado da Paraíba tem apenas 2 (dois) aeroportos, Campina Grande e João Pessoa.

Temos que ter em mente que com estas características técnicas que o aeródromo de Cajazeiras possui, nenhuma empresa aérea maior e melhor estruturada como Azul, Gol, Latam e Avianca vai se interessar em operar em Cajazeiras pois, é óbvio que a operação é tecnicamente inviável e mais ainda sabendo que a ANAC não a autorizará, digo isso porque ouvi o governador dizendo numa entrevista que concedeu que o governo fez a parte dele e que não pode obrigar as empresas a operarem em Cajazeiras, chega a ser desonesto e injusto este tipo de discurso.

Informações extraídas dos registros do DECEA ( Departamento de Controle do Espaço Aéreo) órgão da FAB”.

Por fim, o documento da ANAC que trata do PCN das pistas de pouso e decolagens correspondente à cada modelo de aeronave e seu respectivo fabricante.

Fonte: Blog do Furão

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