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EUA podem banir laptops em todos os voos internacionais

Aviões da United Airlines estacionados no aeroporto de Houston. Foto: David J. Phillip / AP.

As autoridades americanas estão dispostas a proibir os computadores portáteis na cabine de todos os voos com destino aos Estados Unidos e também os que saem do país, em razão de uma ameaça real, indicou neste domingo o secretário de Segurança Interna, John Kelly.

Em março, o governo dos EUA proibiu os passageiros provenientes de nove países árabes de transportar laptops, tablets e outros dispositivos eletrônicos maiores que um celular na cabine. Posteriormente, os EUA indicaram que essas restrições poderiam ser estendidas para outras regiões, incluindo a Europa.

— Há uma ameaça real. Esta é realmente a obsessão dos terroristas: derrubar um avião em pleno voo, particularmente um avião americano, cheio de americanos a bordo — declarou John Kelly na Fox News.

Os Estados Unidos dispõem de informações dos serviços de inteligência que dizem que um laptop poderia ser usado para acionar uma bomba a bordo de um avião. Especialistas americanos e a Comissão Europeia multiplicam os contatos para discutir as condições desta possível proibição.

— Nós ainda estamos seguindo a Inteligência e estamos no processo de definir isso, mas vamos aumentar a barreira em geral para a aviação — disse Kelly.

A proibição americana sobre laptops poderia semear o caos nos aeroportos europeus, com mais de 3.250 voos semanais previstos para a próxima alta temporada entre os países da União Europeia e os Estados Unidos, de acordo com dados da indústria aérea. As companhias aéreas estão preocupadas que uma proibição ampla de laptops pode prejudicar a demanda dos clientes, mas ninguém quer um incidente a bordo de um de seus aviões.

— Qualquer que seja o resultado, teremos que cumprir — disse Oscar Munoz, diretor executivo da United Airlines, na reunião anual da empresa na semana passada.

Os oito países cujos aeroportos estão atualmente incluídos na proibição de eletrônicos em voos para os Estados Unidos são a Turquia, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Marrocos. Em março, seguindo o exemplo de Washington, o Reino Unido adotou uma medida semelhante limitada a seis países: Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia, Arábia Saudita.


Fonte: O Globo/Agências Internacionais

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