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“Para a Gol, pior parte já passou” afirma Kakinoff

Kakinoff fala sobre funcionalidades da aeronave e chegada do 737-800 MAX.

Em teleconferência para a apresentação dos resultados do primeiro trimestre, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff,e vice-presidente financeiro da empresa Richard Lark falaram sobre receita do último trimestre, lançamento da nova aeronave e perspectivas para o ano.

Apesar de oscilar entre as quedas e melhorias discretas em 2017, Kakinoff afirmou que “Para a Gol, a pior parte já passou”.

A Gol terminou esse primeiro trimestre com uma receita operacional líquida de R$ 2,6 bilhões (número 2,5% menor que o do primeiro trimestre de 2016). Utilizando-se de uma racionalização da sua capacidade e malha aérea, a companhia operou nesse primeiro trimestre com número de aeronaves reduzido: foram 116, frente a 131 no 1T16. O número de voos diários, consequentemente, caiu de 860 para 712 no período de um ano, embora tenha crescido em relação ao último trimestre de 2016. O lucro líquido da empresa após participação minoritária foi de R$ 160 milhões.

Mesmo com as mudanças, a Gol permaneceu com seu baixos custos operacionais, destacados como um dos menores em todo o mercado latino-americano. Ela assegura seu crescimento de forma sustentável, com alta produtividade (estando entre as companhias que mais geram receita por aeronave no Brasil) e taxas de ocupação em 80% nesse primeiro trimestre (média de 2% a mais que o de 2016), mantendo os menores custos, a competitividade, preocupando-se primordialmente com a segurança, liderando em pontualidade e entregando produtos cada vez mais atraentes (com novos produtos e desenvolvimento de suas qualidades, como no caso do wi-fi a boro). Além disso, o aumento no número de assentos em 5% acabou contribuindo para o resultado e foi possível através de uma nova tecnologia de layout da própria aeronave, sem comprometer a categoria Gol Mais Conforto.

“Nossa base de baixo custo tem sido um diferencial entre os concorrentes, inclusive da América Latina”, defendeu Kakinoff. “Nossos clientes continuarão a se beneficiar pois a cada semana, entregaremos uma nova aeronave com funcionalidades, aumentando nossa capacidade”, completou.


Durante o trimestre, também foram valorizadas as ações da Gol superiores, ocasionando um volume diário médio de R$ 4,6 milhões. O empecilho apresentado para um crescimento maior da Gol é a sua dívida, que está organizada para os próximos oito anos e que reduziu 7,8% nesse trimestre.

Sobre o projeto de lei que concede abertura de capital a empresas externas, a Gol afirmou estar preparada para competir, defendendo que as empresas tenham liberdade a esse acesso. No caso das cobranças de bagagens, a Gol trabalha em seus últimos ajustes de adequação e treinamento das equipes, adicionando o serviço para bilhetes a partir de 20 de junho.

Nova aeronave

Com a chegada do 737-800 MAX, a Gol pretende retomar seu crescimento, mantendo-se líder no segmento corporativo (título conquistado no ano passado) com a ajuda de sua posição estratégica para negócios nos principais aeroportos. A aeronave trará benefícios como o consumo 13% menor de combustível, com maior alcance operacional e desempenho. É esperado conquistar uma redução de 10% nos custos operacionais com a adoção do novo equipamento.

Perspectivas para o ano

Apesar de estarem cautelosos sobre as perspectivas para este ano, o presidente Kakinoff espera que a Gol entre em uma fase positiva, agora que “a pior parte já passou”. É esperado um ambiente favorável, visando alcançar uma relação positiva ao final do ano e projetando uma taxa de ocupação média anual entre 77% e 79%.

Fonte: Mercado e Eventos

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