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Smiles, Multiplus e LTM traçam cenário de expansão no ano

Emerson Moreira, presidente da LTM: “O ambiente de negócios melhorou [...], isso abre espaço para investimentos”.

As líderes do setor de fidelidade - Multiplus, controlada pela Latam, e Smiles, da Gol - aumentaram faturamento, receita e lucro de janeiro a março deste ano.

O cenário traçado por elas e pela LTM, a terceira maior do setor, mostra que a reação da demanda, no varejo e no mercado corporativo, deve ganhar força nos próximos trimestres.

"Embora o país ainda não tenha resolvido algumas pendências políticas, os indicadores econômicos mostram que saímos da recessão", diz o presidente da Smiles, Leonel Andrade. A empresa da Gol lucrou 32,1% mais no primeiro trimestre, em relação a igual período de 2016, para R$ 156,3 milhões. A receita subiu 26,4%, somando R$ 443,3 milhões.

Segundo Andrade, o desempenho operacional da Smiles foi alimentado pelo aumento recorde de 51,5% no volume de milhas acumuladas e de 52,2% no total de milhas resgatadas pelos consumidores, em relação ao primeiro trimestre de 2016. Andrade diz que esses indicadores refletem, por exemplo, o aumento de gastos de turistas brasileiros no exterior e maior uso de cartões de crédito.

Ele chamou atenção para o faturamento com emissão de milhas, que aumentou 8% no primeiro trimestre deste ano. No quarto trimestre do ano passado o crescimento havia sido de 3,6% e no terceiro, esse indicador havia mostrado queda de 3,6%, comparando com igual período do ano anterior. "O aumento do faturamento bruto representa o que vai acontecer com o resultado futuro da companhia, mostra o que a receita será em um ano", disse.

Roberto Medeiros, diretor-presidente da Multiplus, controlada pela Latam, destacou outra variável importante para o consumo, o câmbio. Segundo ele, com a estabilização do dólar ao redor de R$ 3,20, cresce a demanda por viagens ao exterior. No primeiro trimestre deste ano, 41% dos resgates de pontos na Multiplus foram para compra de passagens aéreas em voos internacionais da Latam. Outros 3% dos resgates foram para bilhetes internacionais de outras companhias aéreas parceiras da Latam. Um ano antes, os percentuais desses resgates foram, respectivamente, de 29% e 8%.

Já os resgates de passagens aéreas para voos domésticos da Latam representaram 39% dos resgates totais entre janeiro e março deste ano, ante 50% um ano antes. Outros 17% dos resgates de pontos na Multiplus entre janeiro e março deste ano foram com outros produtos - itens de consumo e serviços que não passagem aérea. Um ano antes, esse segmento representou 14% dos resgates. "O aumento do número de clientes também ajudou o fortalecimento do balanço da companhia", disse Medeiros. O número de participantes da Multiplus atingiu em março 17,1 milhões de clientes, 16,9% mais que um ano antes e 3,8% mais que em dezembro último.

Entre janeiro e março deste ano, os pontos emitidos pela Multiplus aumentaram 20,3% ante igual período de 2016, para 24,6 bilhões. Os pontos resgatados cresceram 10,8% nessa base de comparação, para 19,3 bilhões. Já o faturamento bruto com a venda de pontos cresceu 0,4%, para R$ 663,3 milhões.

Com esse desempenho operacional, a Multiplus fechou o primeiro trimestre com receita líquida de R$ 597,9 milhões, aumento de 5,7% na comparação com igual período de 2016. Já o lucro líquido subiu 5,8%, a R$ 134,4 milhões.

Outro vetor de crescimento para a indústria de fidelização é o de pequenas e médias empresas, diz Emerson Moreira, presidente e maior acionista da LTM, terceira empresa do setor, por faturamento. "O ambiente de negócios melhorou. A confiança do empresariado está reagindo. Isto abre espaço para investimentos em programas novos de fidelização", disse.

Diferentemente da Smiles e da Multiplus, que tem como foco os consumidores de varejo e companhias aéreas e atendem cerca de 30 milhões de brasileiros, a LTM tem foca em clientes corporativos. Cielo, Santander, Vivo, Bayer e Avon são alguns de seus clientes. Ela cria, desenvolve e opera programas de fidelidade para essas empresas.

No ano passado, a LTM registrou 200 milhões de transações - em acúmulos e trocas de pontos -, gerando um faturamento bruto de R$ 550 milhões. A meta para 2017 é levar o volume de transações para 290 milhões e o faturamento bruto para R$ 700 milhões.

"Vamos abrir nossa plataforma para atrair mais empresas que hoje não podem usar ferramentas de tecnologia e sistemas para programas de fidelidade", disse Moreira. Ele prevê aumentar a carteira de clientes, dos atuais 150, para cerca de 500. "Qualquer empresa poderá usar nosso sistema, que será aberto, pagando uma taxa por transação realizada. Isso vai atrair as companhias menores."

A LTM investiu R$ 20 milhões na plataforma operacional nos últimos 18 meses, com recursos próprios. Segundo Moreira, a empresa não planeja captar recursos ou atrair sócios. "A plataforma está montada e o nosso tipo de negócio é gerador de caixa", disse.

Fonte: Valor Econômico

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