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Aéreas ainda não exploram ancillaries, diz especialista

Foto: 
Pixabay.

Ao contrário do que acontece no setor hoteleiro, no qual os empreendimentos vêm buscando ampliar o leque de produtos que podem ser oferecidos ao hóspede, as companhias aéreas seguem em um movimento lento – e quase inexistente – em relação aos benefícios que passeios ou outras atividades podem trazer ao negócio.

É o que afirmou o CEO da Trekksoft, uma empresa de soluções de software para gestão de reservas para operadores turísticos, Jon Fauver, durante uma conferência da Phocuswright na Europa.

A perspectiva, segundo ele, é de que a tecnologia mobile ajude a mudar o cenário, especialmente pelo fato de que as aéreas estão presentes no começo e no final da viagem do passageiro e pode interagir com ele regularmente através de aplicativos e e-mails.

Fauver ressalta que as aéreas contam com um público cativo, dados de perfil detalhados e a oportunidade de direcionar aos passageiros ofertas relevantes de produtos para serem adquiridos no destino. O principal, segundo ele, é que isso pode ser feito em momentos nos quais as companhias contam com atenção completa dos clientes, em espaços como aeroportos ou durante as decolagens.

Para Fauver, por fim, as companhias aéreas são "empresas complicadas e de movimento lento", que têm como foco ainda o seu núcleo principal – ou seja, a venda de passagens aéreas ou serviços relacionados.

Em 2014, por exemplo, a receita de ancillaries de 63 companhias aéreas de todo o mundo teve crescimento de US$ 6,6 bilhões.

Fonte: Tnooz/Panrotas

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