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Avianca Brasil vai lançar mais três voos internacionais

AIRBUS DA COMPANHIA AÉREA AVIANCA BRASIL (FOTO: DIVULGAÇÃO/AVIANCA).

A Avianca Brasil está apostando no mercado internacional.

No próximo dia 23 inicia voos para Miami e, na primeira quinzena de agosto, começa a operar a rota São Paulo-Santiago. Um terceiro destino nas Américas, a ser definido, será adicionado à lista de cidades atendidas no exterior ainda este ano. Todos os voos partirão de Guarulhos (SP). Hoje, a empresa tem apenas um voo internacional, que liga Fortaleza a Bogotá, na Colômbia, aos sábados.

Os novos voos se inserem na estratégia da Avianca de se posicionar como um importante player na Star Alliance, aliança de companhias aéreas a que a empresa foi incorporada em 2015, quando a TAM migrou para a One World, na qual já estava a LAN. TAM e LAN se fundiram em 2010 e passaram a operar sob a marca Latam há dois anos. A Avianca colombiana, que opera de forma independente do braço brasileiro, está na Star Alliance desde 2012.

"A expansão internacional faz parte do compromisso que temos com a Star Alliance. E representa uma aposta no mercado, mesmo em um momento de crise política e econômica. Apesar da incerteza, acreditamos que o número de passageiros transportados deve se manter estável este ano. A queda verificada em 2016 não deve se repetir", disse José Efromovich, presidente do Conselho de Administração da Avianca Brasil, que participou da 73 Reunião Anual da Associação de Transporte Aéreo (Iata), encerrada nesta terça-feira em Cancún, no México.

Para operar as três novas rotas internacionais, a Avianca vai estrear um novo modelo de avião nos voos de passageiros, o A330-200, que permitirá à empresa fazer viagens de longo curso. A companhia encomendou três unidades do avião fabricado pela Airbus: dois já estão no Brasil. O terceiro chegará nas próximas semanas. Eles têm 238 assentos, dos quais 32 reservados para a classe executiva. Os demais estão configurados para a classe econômica.

A frota da companhia, atualmente, é formada por 48 aeronaves, basicamente das famílias A 318, A 319 e A 320, menores que o A330 e cuja autonomia de voo também é menor. Na rota Fortaleza-Bogotá são usados A319. Segundo Efromovich, a conexão entre o Ceará e a Colômbia, que foi inaugurada em 2014, foi impulsionada por benefício tributário que o governo estadual concedeu na época para atrair voos internacionais para a capital cearense.

"Os novos voos seguem uma estratégia diferente. Foi algo bem planejado. Primeiro, passamos a operar com um A330 apenas em voos de carga. Assim, adquirimos experiência de engenharia, de manutenção e de operação, com treinamento de pilotos. Agora, estamos prontos para estender a operação a voos de passageiros", afirmou Efromovich.

A companhia também está ampliando o número de rotas domésticas, para melhorar a capilaridade e, assim, atender a demanda de passageiros que chegam ao Brasil a bordo de empresas parceiras da Star Alliance. Em agosto, passará a voar para Belo Horizonte, a partir de Guarulhos. Até hoje, a capital mineira está fora da lista dos 239 voos diários que a Avianca tem o Brasil.

Mês passado, começou a voar para Navegantes, visando ao mercado corporativo, e, em março, inaugurou as rotas São Paulo-Foz do Iguaçu e Rio-Foz do Iguaçu. Segundo Efromovich, existia a necessidade de conectar as companhias aéreas que vêm da Europa, dos EUA e do Canadá a Foz do Iguaçu, um dos principais destinos turísticos do Brasil.

Paralelamente à expansão das operações, a Avianca Brasil mantém conversas com a United Airlines, com o objetivo de ampliar as relações comerciais com a companhia e transformá-la em um parceiro tecnológico. A companhia americana também mantém negociações com a Avianca colombiana, na qual José Efromovich e seu irmão, German Efromovich, detêm o controle, com mais de 70% das ações com direito a voto.

Segundo Efromovich, a venda de participação em qualquer uma das duas empresas não está em jogo. Há poucos meses, foi anunciado que a Avianca colombiana estava negociando com a United uma parceria que poderia resultar numa injeção de capital de US$ 200 milhões. A família Kriete, acionista minoritária da Avianca colombiana, tenta barrar o acordo na Justiça.

Fonte: Época Negócios/Agência O Globo

Um comentário:

  1. A Avianca está numa performace de crescimento rentável e sem deixar seus diferenciais de excelência nos serviços prestados aos clientes. Desta forma vemos claramente que estratégias direcionadas para a satisfação e bem estar do cliente são um tesouro inestimável.

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