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Latam busca competir com aérea 'low cost'

Cadier, da Latam: meta de ampliar número de passageiros transportados com redução da tarifa média em 20% até 2020.

A Latam Brasil apresentou ontem nova política tarifária que inclui cobranças por bagagem despachada e reserva de lugar e anunciou o serviço de venda a bordo de alimentos e bebidas.

O presidente da companhia, Jerome Cadier, disse que as mudanças dão à empresa maior competitividade para enfrentar a concorrência e estancar a perda de participação de mercado.

"Esse modelo nos dá mais força para concorrer com as 'low costs', especialmente em países onde essas empresas estão atuando", disse Cadier a jornalistas. Nos mercados domésticos do Chile, Colômbia e Argentina empresas de baixo custo que lançaram operações nos últimos dois anos, como Sky, Viva e Andes, respectivamente, ganharam fatias de mercado da Latam.

Mesmo no Brasil, onde o modelo de aéreas de desconto ainda não emplacou, a Latam também perdeu mercado. A participação na demanda do mercado brasileiro caiu de 38%, no fim de 2014, a 32%, no primeiro trimestre de 2017. Nesse período, a Gol subiu 36% a 36,6%, a Azul ganhou dois pontos percentuais, para 18%, e a Avianca avançou de 8,4% a 12,5%.

Na nova política tarifária, a Latam Brasil vai cobrar R$ 30,00 por bagagem despachada em duas das quatro classes de tarifa - na 'Promo' e na 'Light'. Nas classes 'Plus' e 'Top', a primeira mala despachada será gratuita.

A Latam também vai cobrar por reserva de assento e remarcação de passagens nessas classes de tarifa. "Poderemos ser bem mais agressivos na política de preços nessas duas tarifas [as mais baratas Promo e Light]", disse o Cadier. "Nosso objetivo é ampliar em 50% os passageiros que transportamos até 2020, com uma redução da tarifa média em 20% nesse período".

O novo serviço à bordo com venda de alimentos e bebidas, que será chamado Mercado Latam, também começa a ser implementado ao longo das próximas três semanas. Os meios de pagamento serão cartões e dinheiro. Apenas água será gratuita. "A implementação será gradual, começando dentro de três semanas, para que as mudanças sejam entendidas pelos passageiros", disse o executivo.

O presidente da Latam disse que a empresa terá um custo unitário maior com a estrutura para vender alimentos e bebidas a bordo, mas apontou que as receitas auxiliares também vão crescer. "Teremos um custo [unitário] maior para implementar o serviço, mas teremos uma receita proporcional maior para atender a demanda. Já nas tarifas, esperamos mais receitas auxiliares. Teremos mais passageiros, mais gente voando", disse o Cadier.

No terceiro trimestre deste ano - último balanço da companhia disponível -, as receitas auxiliares do grupo Latam somaram US$ 117,5 milhões, o equivalente a 4,7% o faturamento total no período. Um ano antes, esse item representou 4% da receita total da companhia.

No Brasil, a Gol já comercializa alimentos e bebidas a bordo. Com relação à cobrança de bagagens, a empresa começa vai cobrar a partir de 20 de junho próximo R$ 30 do passageiro que despachar bagagem na tarifa mais barata, a light.

A Azul optou por um modelo em que dá descontos a quem embarcar sem mala para despachar, mas cobra R$ 30 se o cliente decidir despachar a bagagem.

Nos quatro primeiros meses do ano, a demanda aérea no país ficou praticamente estável - a variação foi de 0,1%, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil.

Fonte: Valor Econômico

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