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Viagens reagem, mas crise traz incerteza


A demanda por viagens no Brasil cresceu nos primeiros meses deste ano, apontam indicadores de empresas e pesquisas de demanda do setor, após retração de 5,5% em 2016.

Mas essa reação, alimentada pela estabilidade do câmbio até abril, pode ser afetada pelo recrudescimento da crise política, desde maio.

Segundo dados da Amadeus, maior plataforma de reservas de passagens aéreas do mundo, as reservas feitas no primeiro trimestre deste ano no mercado brasileiro cresceram 23% na comparação com igual período de 2016 e 29% ante o quarto trimestre do ano passado.

"A evolução no primeiro trimestre reflete uma tendência que se via desde o fim de 2016, e teve relação com a melhora do clima econômico menos incerto", disse o diretor da companhia no Brasil, Paulo Rezende, que dirige no país a fornecedora global de sistemas e tecnologias que integram as companhias aéreas com as agências de viagens.

Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o Ministério do Turismo, a intenção de viajar cresceu em março pelo terceiro mês consecutivo. O aumento, que se deu nas quatro faixas de renda pesquisadas, foi de quatro pontos percentuais, de 17%, em março de 2016, para 21,3% agora. Este é o percentual de brasileiros que pretendem viajar até setembro. A maioria deles - 73% - quer viajar dentro do Brasil.

Os dados da Amadeus e do ministério do Turismo encontram eco no balanço divulgado pela CVC, maior operadora de viagens do Brasil, que entre janeiro e março embarcou 1,2 milhão de pessoas, desempenho 7,6% superior ao de um ano antes.

Mas essa reação da demanda pode ser afetada pela piora do ambiente político, após as denúncias dos controladores da J&F envolverem o governo de Michel Temer. "Há um risco de contaminação da demanda pelo câmbio principalmente", disse o diretor da Amadeus, Paulo Rezende. "Temos agora que esperar como as coisas se resolvem. Mas isso [demanda] depende também de como as companhias aéreas vão reagir. Há maior oferta internacional, que deve beneficiar o crescimento do tráfego", acrescentou.

Fonte: Valor Econômico

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