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Azul vê retomada da demanda corporativa


Terceira maior companhia do mercado brasileiro, a Azul informou que tem registrado boa demanda por reservas em setembro, outubro e novembro.

A aviação brasileira dá sinais de recuperação, e a demanda neste segundo semestre deve ser melhor que a dos primeiros seis meses de 2017, segundo projeção da Azul, terceira maior companhia do setor. Ontem, a empresa divulgou seus resultados de abril a junho, quando conseguiu cortar em mais de 70% o prejuízo líquido registrado um ano antes graças ao incremento das receitas.

"Acredito que o cenário está pronto para a reação da demanda corporativa", afirmou, em teleconferência de resultados, o diretor-presidente da Azul, John Rodgerson. A concorrente Gol, que divulgou balanço na semana passada, também apontou um cenário de recuperação da demanda por viagens aéreas no país.

"Nossa equipe de vendas tem apurado uma boa demanda por reservas em setembro, outubro e novembro. Esse período é mais forte em feiras e eventos, então esperamos uma melhora", disse, Rodgerson, destacando que, historicamente, a aviação tem no segundo semestre do ano um período de maior demanda por viagens de negócios.

A Azul fechou o segundo trimestre com uma participação de 19% nos bilhetes vendidos no país para viajantes de negócios, segundo a Associação Brasileira de Viagens Corporativas (Abracorp), contra 35% da Gol, 33% da Latam e 14% da Avianca. Em receitas, a empresa ficou com uma fatia de 30%, ante 32% da Gol, 30% da Latam e 9% da Avianca.

O presidente da Azul disse que a demanda por viagens internacionais segue aquecida. "A estabilização de câmbio está estimulando as viagens aos Estados Unidos e Europa", disse Rodgerson.

No segundo trimestre, a Azul apurou um aumento da demanda internacional medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK, na sigla em Inglês) de 79,6% ante um ano antes. A oferta, em assentos-quilômetros disponíveis (ASK), aumentou 69%. No mercado doméstico, esses dois indicadores subiram 11,9% e 11%, respectivamente. "Vemos uma resiliência na demanda doméstica", disse o executivo da Azul.

Nesse ambiente, a Azul teve no segundo trimestre prejuízo líquido de R$ 33,9 milhões, perda 71,8% menor que a apurada um ano antes. Na mesma base de comparação, a receita líquida aumentou 19,3%, para R$ 1,72 bilhão. Já os custos dos serviços prestados subiram 12,2%, para R$ 1,62 bilhão.

Com o aumento da receita e o controle de custos, o lucro operacional da Azul - antes de juros e impostos (Ebit) - subiu de R$ 1,3 milhão para R$ 104,9 milhões, entre o segundo trimestre de 2016 e o mesmo período deste ano. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves (Ebtidar) cresceu 41,1% e atingiu R$ 476,1 milhões. As margens de lucro Ebit e Ebtidar foram, respectivamente, de 6,1% e 27,6%, contra 0,1% e 23,4% um ano antes.

A Azul planeja encerrar 2017 com uma capacidade - medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK, em Inglês) - de 11% a 13% superior a de 2016. Até junho, esse indicador acumula aumento de 9,5%. Para as despesas medidas em custos por assento disponível a cada quilômetro voado (Cask) excluindo combustível, a Azul pretende fechar 2017 com uma economia de 3,5% a 5,5%. Até junho, esse indicador acumula queda de 7,3%.

Rodgerson, afirmou que a relação entre a dívida líquida ajustada e o lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing (Ebtidar) vai cair de 4,5 vezes, relação apurada em 30 de junho último, para 4 vezes até o fim deste ano. Esse indicador estava em 8,8 vezes em 30 de junho de 2016.

O executivo apontou que a Azul vai manter o processo de redução de endividamento. "Dívidas mais caras estão vencendo", afirmou a analistas. A empresa aérea encerrou o trimestre com R$ 3 bilhões em caixa, considerando o contas a receber, ante R$ 2,14 bilhões em 31 de março de 2017.

Fonte: Valor Econômico

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