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Governo confirma a privatização de aeroportos e linhas de transmissão da Paraíba


Com a meta de melhorar o caixa da União e estimular a economia, o governo decidiu colocar à disposição da iniciativa privada a administração de 14 aeroportos, 11 lotes de linhas de transmissão, 15 terminais portuários, além de parte da Eletrobras, como foi anunciado no início da semana.

Com a medida, o governo espera arrecadar, a partir de 2017, cerca de R$ 44 bilhões ao longo dos anos de vigência dos contratos.

Em reunião hoje (23) no Palácio do Planalto, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) decidiu incluir no programa de desestatização rodovias, a Casa da Moeda, a Lotex e a Companhia Docas do Espírito. Ao todo, são 57 projetos de venda de empresas e parcerias público privada.

Aeroportos

Os aeroportos a serem licitados foram divididos em quatro blocos. Um deles inclui apenas o aeroporto de Congonhas, segundo maior do país com movimento de 21 milhões de passageiros por ano. Um segundo abrange aeroportos do Nordeste (Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande, Juazeiro do Norte e Recife). Outro bloco será formado por terminais localizado no estado de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Ala Floresta, Barra do Garça e Rondonópolis). Um quarto bloco vai abranger os aeroporto de Vitória e de Macaé.

Ainda no setor aeroportuário será realizada a alienação da participação acionária da Infraero (49%) nos aeroportos de Guarulhos, Confins, Brasília, e Galeão, que já foram licitados.

Linhas de transmissão

Os lotes de linhas de transmissão, que serão licitados em dezembro, estão distribuídos em dez estados: Bahia, Ceará, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas, Gerais e Tocantins.

“O modelo de remuneração e as taxas de desconto fazem com que os investidores enxerguem as linhas de transmissão como investimento de renda fixa”, diz trecho do documento divulgado pelo Planalto.

Com a repasse dos 15 terminais portuários à iniciativa privada, o governo estima arrecadar R$ 2 bilhões. 

Fonte: Wscom/Agência Brasil

Um comentário:

  1. Infelizmente no Brasil, é usada uma regra simples, para privatizar: se reduz o dinheiro pra investir e operar, sucateando o serviço, logo depois, fala que a empresa é deficitária (mesmo com tanto dinheiro que políticos se utilizam, como vemos na Lava-Jato).... e com o problema "criado", o Governo vai e "vende" a solução.

    Tantos governos anteriores usaram esta mesma regra, e o problema no Brasil persiste: tampar o rombo financeiro do Brasil.

    Mais servidores públicos serão culpados da incapacidade dos políticos de pensarem no povo e trabalharem para o povo.

    Até quando iremos fingir que não estamos vendo que a operação Lava-Jato está descobrindo vários esquemas de corrupção que envolvem políticos e empresas vencedoras de licitações de privatização?

    Já que os políticos tomaram a decisão de privatizar, e ai falo agora especificamente dos Aeroportos de Campina Grande e João Pessoa, espero que realmente seja para melhor, mesmo tendo como líder do bloco de privatização, o Aeroporto de Recife. Será obrigação do privado fazer melhor que a Infraero, obrigação!

    Mesmo com o país "quebrado", como dizem os políticos, as empresas privadas terão uma robusta linha de crédito no BNDES a taxa de juros menores do mercado, para "investir" nos aeroportos. Assim é moleza!

    Nem as empresas públicas, tem direito a linha de crédito similar. Porque será? (deve tá ligado ao que falei no 1º parágrafo). Ah se a Infraero e as outras empresas públicas que serão privatizadas, tivessem tanta ajuda assim...

    Que mais operações "Lava-jato" venham!

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