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Rodgerson: Azul nunca roubou passageiros de ninguém

Presidente John Rodgerson, e os diretores Abhi Shah e Alex Malfitani detalham as operações da Azul na atualidade. Foto: 
Raphael Silva.

Nove anos atrás, a Azul entrava no mercado em um cenário praticamente dominado por Gol e Tam, gerando dúvidas sobre o próprio sucesso.

Atualmente, porém, a companhia fundada por David Neeleman mostra que não chegou para ser apenas mais uma na lista das aéreas brasileiras. O investimento em Campinas (SP) é um claro modelo da forma de operação da empresa, que hoje afirma ter um público-alvo bastante específico.

“A Azul nunca roubou passageiros de ninguém. Desde 2008, estamos trazendo novas pessoas a viajar com a nossa própria ponte aérea do interior de São Paulo para o Brasil”, disse o presidente John Rodgerson. “Estamos aqui para atender um público diferente.”

As aeronaves de pequeno porte, uma marca registrada da Azul, são um dos pontos mais exaltados por Rodgerson para o sucesso das operações. Segundo ele, não seria possível atender mercados menores voando apenas com Airbus 330-900neo (modelo recém-encomendado pela aérea para voos internacionais).

“Nossos concorrentes estão sempre voando com aeronaves de 180 lugares cheios aos principais mercados do Brasil, e isso dá certo. Mas será que funcionaria em Joinville (SC), ou em Sinop (PR)? Penso que não”, cutucou o presidente.

Diretor financeiro da Azul, Alex Malfitani aponta a que a operação da Azul se baseia no conceito de "aeronave certa para o destino certo". Ele explicou que os A330 chegarão para suprir a demanda de rotas que necessitam de mais assentos, mas que não serão só elas a serem beneficiadas.

“As rotas que têm potencial para crescerem ganharão mais assentos, enquanto aeronaves como os ATR continuarão a serem utilizadas, dando início, principalmente, às operações em novas cidades”, disse Malfitani.

APOSTA AZUL

O Norte e o Nordeste do Brasil surgem como "bolas da vez" na Azul. A nova rota Belém-Fort Lauderdale, na Flórida, é vista como uma das grandes apostas da companhia nos últimos anos, enquanto o hub de Recife se torna cada vez mais importante. A aérea já com 50 voos diários no aeroporto da capital pernambucana, além de 20, entre pousos e decolagens, na cidade do Pará.

"Estamos trabalhando para alimentar esses centros, criando novas conexões e facilitando a ida do brasileiro a esses destinos. De lá, podemos ter operações muito interessantes", concluiu o presidente Rodgerson.

Fonte: Panrotas

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