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Embraer reverte prejuízo e tem lucro de R$ 351 mi no terceiro trimestre


A brasileira Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, informou nesta sexta-feira (27) que registrou lucro líquido de R$ 351 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 111,4 milhões do mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mais que dobrou para R$ 443 milhões, ante R$ 174 milhões no terceiro trimestre de 2016, quando a empresa registrou custos extraordinários relacionados a cortes de pessoal e encerramento de uma ação judicial nos Estados Unidos e Brasil sobre corrupção.

"A Embraer reitera todos os aspectos de suas estimativas financeiras e de entregas para 2017", disse a empresa na divulgação do resultado.

A chamada margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) deste ano está prevista para ficar entre 8% e 9%.

Para 2018, o custo adicional da expansão para a produção de um novo modelo deve pesar sobre a rentabilidade, e a Embraer espera registrar um resultado operacional medido pelo Ebit de US$ 265 milhões a US$ 360 milhões, com margem entre 5% e 6%.

"Como resultado das estimativas de receita e lucro operacional, assim como outros fatores como o nível de investimentos e capital de giro, a companhia antecipa em 2018 um consumo de fluxo de caixa livre de no máximo US$ 150 milhões de dólares", disse a empresa.

A Embraer disse que a receita e o lucro do próximo ano podem sofrer durante a transição para a nova geração de aeronaves comerciais E2, com desaceleração das entregas e consumo de capital.

A perspectiva desafiadora para 2018 destaca o quanto a empresa depende da sua nova linha de jatos de 70 a 130 passageiros, com a qual irá competir, com o modelo maior, com as aeronaves CSeries, da joint venture entre a Airbus e a Bombardier.

"A Embraer espera que 2018 seja um ano de transição, com a entrada em operação do primeiro modelo E2, o E190-E2, aliada a um mercado ainda estável nos segmentos de aviação executiva e de defesa e segurança", disse a empresa.

A Embraer projeta uma demanda estável de jatos executivos, com a entrega de 105 a 125 unidades leves e grandes em 2018. A empresa prevê ainda uma redução das entregas de jatos comerciais neste ano para 85 a 95 aeronaves, ante estimativa anterior de 97 a 102.

Fonte: Folha de S. Paulo

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