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Gol faz acordos com aliança SkyTeam

Kakinof: potencial para ampliar venda de bilhetes para rotas internacionais.

A Gol, que até agora não fazia parte de nenhuma aliança global, negocia acordos com a SkyTeam, a segunda maior do mundo e na qual estão Delta Air Lines, Air France e KLM, todas sócias da empresa brasileira.

O plano da Gol é aumentar a fatia da receita gerada por viajantes internacionais no balanço da companhia.

Um acordo já em fase de detalhamento é o que autoriza a Gol a usar a marca e o sistema SkyPriority - serviço da SkyTeam por meio do qual passageiros de classe executiva e primeira classe ou membros de programas de fidelidade com alta pontuação têm benefícios como prioridade para embarque e desembarque, acesso a salas lounge e outras regalias. "Poderemos usar o SkyPriority em nossos serviços e em nossas salas VIP", disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

A Gol não faz parte de nenhuma aliança global. Segundo a direção da empresa, esse tipo de associação faz sentido financeiro e comercial para companhias que têm uma parte relevante da operação relacionada a voos internacionais de longa distância, como rotas transatlânticas e transpacíficas - o que não é o caso da Gol, que tem apenas 12% da receita originada em voos internacionais, e voa apenas para destinos na América do Sul e Caribe.

Mas as concorrentes da Gol integram alianças. A maior delas, a Star Alliance, fundada pela alemã Lufthansa e pela americana United Airlines, tem a Avianca Brasil em seus quadros, enquanto a vice-líder mundial, a OneWorld, liderada por American Airlines e British Airways, conta com a Latam.

No caso da Gol, a estratégia de oferecer conectividade mundial aos passageiros é apoiada principalmente nas sócias, com as quais tem acordos de code-share (compartilhamento de voos). A Delta Air Lines tem 9,5% do capital da Gol e a holding Air France-KLM, 1,5%.

Além dessas, a Gol tem acordos de code-share com mais nove estrangeiras. Dessas, quatro são integrantes da SkyTeam: Aerolíneas Argentinas, Aeromexico (na qual a Delta tem 49% do capital), Alitalia e Korean Air.

A aproximação da Gol cada vez maior com a SkyTeam é, então, um movimento natural, diz Kakinoff. Mas ele descarta a adesão da Gol como associada plena.

Uma alternativa seria uma adesão como associada filiada, por meio do qual pode participar de ações comerciais e operacionais da aliança, mas sem arcar com os custos dos associados plenos - como, por exemplo, rachar as despesas de salas VIP ao redor do mundo.

O executivo disse que a Gol tem potencial para ampliar as vendas de bilhetes para rotas internacionais explorando parcerias existentes. Kakinoff citou o grupo Air France-KLM, com o qual compartilha um hub (terminal de conexão) em Fortaleza desde setembro. "Agora temos uma estrutura que nos permite aumentar nossas vendas de 15% a 20%", disse ele.

A mesma estratégia pode ser usada com a Delta Air Lines, disse Kakinoff, seja no mesmo hub de Fortaleza, ou em outro aeroporto.

O executivo disse que a Gol pode ainda desenvolver novas rotas em parceria com as aéreas estrangeiras sócias. Ele citou o caso da rota entre Paris e Montevidéu, no Uruguai.

A Air France tinha um voo conectando os dois destinos, que se mostrava pouco rentável. O grupo francês decidiu transferir para a Gol a perna da rota entre São Paulo e Montevidéu, mantendo assim a conectividade entre a França e o Uruguai por meio de um voo mais rentável. "Temos várias oportunidades desse tipo", disse Kakinoff.

Segundo ele, ano que vem esse modelo será ampliado porque a Gol receberá meia dúzia de aviões Boeing 737 Max, com maior autonomia de voo - de até 6.500 km, em comparação aos 5.500 km dos atuais modelos em uso 737-800 NG. "Poderemos atender mais destinos não Caribe e mesmo nos Estados Unidos", disse o presidente da Gol.

Fonte: Valor Econômico

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