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Embratur avalia que aéreas de baixo custo vão aquecer mercado

Vinicius Lummertz, presidente da Embratur; embaixador do Brasil na França, Paulo Campos; e o secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho. Assessoria de Comunicação da Embratur. Foto: Embratur.

O presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Vinicius Lummertz, não tem dúvidas quanto a importância da entrada em cena das empresas aéreas de "low cost" (equivalente em inglês a baixo custo) para alavancar o turismo internacional m direção ao Brasil.

Nesta terça-feira (14), em Paris, Lummertz esteve com o secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho, na Embaixada do Brasil na França, para definir detalhes das ações que serão desenvolvidas para alavancar a procura pelo novo voo que a Air-France, em parceria com a KLM e a Gol, colocará à disposição do público a partir de maio de 2018. Serão cinco voos por semana, direto de Paris e Amsterdã para Fortaleza e, dali, distribuindo para várias cidades do Norte e Nordeste, São Paulo e Brasília. O preço de lançamento da passagem até Fortaleza ficará em torno de 600 dólares, bem abaixo dos atuais preços do mercado.

"Estamos inaugurando uma nova fase, a do low cost de verdade no Brasil. Teremos voos também de Madri para Recife. Enfim, vamos ter mais concorrência e isso só vai beneficiar o turismo internacional", comentou Lummertz. Ele acredita, ainda, que com a aprovação, pelo Congresso, do projeto que prevê aumento da participação de estrangeiros no capital das aéreas (atualmente é 20%, mas poderá chegar a 100%), o que deve ocorrer ainda este ano, a situação tende a ficar ainda melhor. A Embratur tem feito contatos com outras empresas de baixo custo, em especial europeias, para mostrar o potencial do mercado brasileiro.

O secretário Arialdo destacou que, além dos turistas, iniciativas como esta acabam atraindo investidores. Ele destacou que há algumas décadas, quando havia um grande número de ofertas de voos diretos de Lisboa para o Ceará, mais de 1.800 empresas portuguesas se instalaram no estado nordestino. "Como hub, vamos receber turistas da França e de outros países que virão direto, e sem necessidade de conexão em grandes aeroportos do centro do País para depois fazer o visitante retornar a outros destinos do Nordeste, por exemplo. Será um grande ganho para todos", resume o secretário do Ceará.

Existem 850 empresas francesas funcionando no Brasil. Muitas delas no ramo da hotelaria. A empresa que mais investe no setor, no Brasil, é a francesa Accor. A França é hoje o país europeu que mais destina turistas ao Brasil. Em 2016, foram quase 264 mil. Ainda assim, o governo brasileiro pretende intensificar ações para aumentar esse fluxo. No encontro desta terça-feira, o presidente Lummertz e o embaixador do Brasil na França, Paulo Campos, analisaram possibilidades como participação em maior número de feiras profissionais envolvendo os dois países, assim como projetos culturais, como a lavagem das escadarias da igreja de Madeleine, um dos pontos turísticos mais visitados da capital francesa.

O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, seguirá o roteiro em Paris até a próxima quinta-feira, dia 16, após extensa agenda cumprida em Londres, durante a WTM, uma das maiores feiras de turismo do mundo.

Fonte: Embratur

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