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Gol revisa para cima projeções de 2017 financeiras e operacionais


A Gol anunciou revisão de suas projeções (guidance) de 2017, com alterações para cima em diversas linhas.

Em comunicado na noite de quinta-feira, 9, a companhia aérea traz uma tabela ampliada dos indicadores, alguns dos quais foram revelados junto com os resultados financeiros do terceiro trimestre, no último dia 8/11.

Além das perspectivas financeiras, o guidance atualizado contém indicadores operacionais. A atual previsão de variação na oferta (ASK) é de mais ou menos 0,5%, ante faixa anterior de 0% a -2%. O guidance para taxa de ocupação média está em torno de 79%, no teto do intervalo anterior, de 77% a 79%. Para assentos totais, a variação de -3 a -5% passou para em torno de 2%. A variação no volume de decolagens deve ser de 4%, ao passo que a anteriormente prevista era de -3 a -5%.

“A GOL tem equiparado a oferta de assentos da Companhia com a demanda de seus serviços de transporte aéreo, como evidenciado pelas consistentemente altas taxas de ocupação da GOL. As projeções revisadas para 2017 refletem a continuidade dessa estratégia”, diz a nota.

A tabela traz também previsão para Cask ex-combustível para o ano, que deve ficar em cerca de 13,70 centavos, contra cerca de 14 antes.

A receita líquida deve crescer um pouco, de R$ 10 bilhões no ano para em torno de R$ 10,3 bilhões.

Já havia sido informada previsão de margens no teto das faixas em relação ao que fora divulgado no segundo trimestre, sendo a atual estimativa de margem Ebitda de 14% neste ano (ante 12 a 14%) e margem Ebit de 9% (ante 7% a 9%).

Na quarta-feira passada também foi revelada perspectiva de lucro por ação diluído (após participação de minoritários da Smiles) de R$ 0,80 a R$ 0,90 em 2017, ante faixa de R$ 0,38 a R$ 0,52 esperada anteriormente. O lucro diluído por ADS previsto passou de US$ 0,57 a US$ 0,78 para US$ 1,25 a US$ 1,40.

Para alavancagem, medida pela dívida líquida/Ebitda, a perspectiva é de que o indicador atinja 3,4 vezes em 2017, patamar abaixo das 4,2 vezes previstas anteriormente. Outros dados projetados foram mantidos, como a previsão de uma frota média de 115 aeronaves e o valor de R$ 1 bilhão com arrendamento de aeronaves.

“A GOL acredita que sua liderança na gestão racional da oferta e no gerenciamento dos yields, combinada com suas operações de menor custo e um serviço ao passageiro da mais alta qualidade, permitirá que Companhia aumente suas vantagens competitivas e gerencie eficazmente a demanda de passageiros”, conclui o comunicado.

Outubro

A Gol Linhas Aéreas apresenta dados prévios de tráfego do mês de outubro, com destaque para aumento na oferta de 1,9% e na demanda de 8,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O volume total de decolagens cresceu 0,5% e o total de assentos disponibilizados teve alta de 0,3% no mesmo comparativo.

A taxa de ocupação total ficou em 80,6%, 4,6 pontos porcentuais acima de outubro de 2016.

No mercado doméstico, oferta e demanda cresceram respectivamente 1,7% e 9,1%.

O volume de decolagens subiu 0,5% e o de assentos, 0,4%. Em outubro, a taxa de ocupação doméstica foi de 81,4%, 5,5 p.p. maior.

No mercado internacional, a oferta e a demanda aumentaram 3,9% e 0,3%, respectivamente, enquanto a taxa de ocupação caiu 2,7 p.p. a 74,1% em outubro em relação ao mesmom mês de 2016.

Ações

Além de revisar as projeções (guidance) para o ano e divulgas dados prévios operacionais de outubro, a Gol comunicou na noite de quinta alteração da relação de equivalência no programa de American Depositary Receipt (ADR).

O número de ações por American Depositary Share (ADS), que era de 5 preferenciais por um ADS passa para 2 por um. “O objetivo desta mudança é aumentar a liquidez na negociação, ampliando a base de acionistas e facilitando o acesso das ADSs da GOL na NYSE”, justifica a companhia.

A data de registro é 20 de novembro e no dia seguinte os titulares de ADS receberão automaticamente 1,5 ADS extra para cada detido.

A Gol explica ainda que a mudança do número de ações por ADS não vai afetar os detentores de ações PN e que as atuais ADSs permanecem válidas, de modo que não há necessidade de trocá-las.

Fonte: Isto é Dinheiro/Estadão Conteúdo

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