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Grande e gastão, avião conhecido como jumbo entra em fase de aposentadoria

Último voo regular do Boeing 747 da United será neste domingo (foto: Divulgação).

A companhia aérea norte-americana United Airlines faz neste domingo (29) seu último voo regular com o avião Boeing 747, conhecido como jumbo.

O modelo é considerado grande, com capacidade para mais de 400 passageiros, e tem alto consumo de combustível.

A partir de segunda-feira (30), a rota entre Seul, na Coreia do Sul, e San Francisco, nos Estados Unidos, será operada pelo Boeing 787-9 Dreamliner. Em 47 anos de operação com o Boeing 747, a United já teve 68 aviões do modelo.

Apesar do último voo regular, o 747 da United terá sua aposentadoria definitiva apenas no dia 7 de novembro, quando está programado um voo comemorativo entre San Francisco e Honolulu, no Havaí. A rota é a mesma do primeiro voo feito pelo Boeing 747 com as marcas da United Airlines em julho de 1970.

A aposentadoria do Boeing 747 tem sido uma tendência em diversas companhias aéreas ao redor do mundo. A norte-americana Delta já encerrou as atividades com o modelo em seus voos internacionais e planeja a aposentadoria definitiva do jumbo até o final deste ano.

Com isso, nenhuma outra companhia aérea norte-americana de transporte regular de passageiros terá o Boeing 747 em sua frota.

O avião, no entanto, continuará sendo usado por empresas de fretamento, de transporte de carga e pelo presidente Donald Trump. O Air Force One, o avião presidencial dos Estados Unidos, é um Boeing 747.

Produção do Boeing 747 está em declínio

Além das companhias aéreas norte-americanas, o jumbo também tem sido aposentado por diversas outras empresas em todo o mundo.

No início do mês, a Garuda Indonesia fez o último voo com o avião. A Eva Air, de Taiwan, já havia aposentado o Boeing 747 em agosto. As empresas Air France e Cathay Pacific deixaram de voar o modelo no ano passado.

Nos próximos anos, essa lista deve só aumentar. Com baixa procura por novos aviões do modelo, a Boeing tem uma lista de pedidos de apenas 17 aviões para serem produzidos, sendo 14 na versão cargueira (747-8F) e apenas três de passageiros (747-8).

A produção, no entanto, segue em ritmo mais lento. Em 2016, foram apenas nove aviões – metade em relação ao ano anterior. Nesse ano, a Boeing produziu oito 747. Caso não receba novas encomendas, o 747 pode deixar de ser fabricado em definitivo em dois ou três anos.

Desde que o projeto do Boeing 747 foi anunciado em 1966, a fabricante norte-americana recebeu 1.553 pedidos de aviões do modelo. Nesse período, foram produzidos 1.536 Boeings 747.

Delta vai substituir o Boeing 747 pelo Airbus A350 (foto: Divulgação).

Troca por aviões mais econômicos

O declínio de popularidade do Boeing 747 entre as companhias aéreas é um reflexo do lançamento de aviões mais eficientes nos últimos anos. Quando foi lançado em 1970, o jumbo tinha a maior capacidade de transporte de passageiros, com mais de 400 assentos, marca que só foi superada com o lançamento do Airbus A380 há dez anos, com capacidade média de 497 passageiros.

No entanto, são aviões menores que têm roubado espaço do 747 no mercado, como os Boeings 777 e 787 e o Airbus A350.

Com seus quatro motores, o jumbo apresenta um consumo de combustível bem mais elevado que os novos aviões equipados com apenas dois motores. Estima-se que o 747 gaste 20% a mais de combustível por passageiro que o 777, por exemplo.

Além disso, a diferença na capacidade total de passageiros também foi reduzida. Configurado para três classes de cabine (primeira, executiva e econômica), o 747 pode transportar até 410 passageiros. O 777-300ER com duas classes (executiva e econômica) leva até 396 passageiros.

O Boeing 787 e o Airbus A350 são um pouco menores, mas utilizam tecnologias mais modernas, o que permite economizar ainda mais combustível. O modelo da fabricante europeia foi a opção da norte-americana Delta para substituir o 747 em suas rotas internacionais.

Alemã Lufthansa voa com o Boeing 747 entre Frankfurt e São Paulo (foto: Divulgação).

Boeing 747 tem voos diários para o Brasil

O jumbo já teve presença marcante no Brasil. A extinta Varig, que completaria 90 anos em 2017, chegou a ter cinco aviões do modelo em sua frota para os voos internacionais.

Há quatro anos, o 747 ainda podia ser visto no país com as cores de companhias áreas estrangeiras como Air France, Aerolineas Argentinas, British Airways e Lufthansa. Hoje, no entanto, apenas a alemã Lufthansa ainda voa com o jumbo para o Brasil, nas rotas entre Frankfurt e São Paulo e Frankfurt e Rio de Janeiro.

Voo comemorativo de despedida

O voo de despedida do 747 da United no dia 7 de novembro será uma volta ao passado. Segundo a empresa, a ideia é exatamente recriar o primeiro voo do 747. Do uniforme dos comissários aos filmes do sistema de entretenimento a bordo, tudo será inspirado no início da década de 1970.

As passagens para o voo comemorativo foram vendidas em poucas horas quando a viagem especial foi anunciada no dia 18 de setembro. A United programa diversos eventos desde o check-in dos passageiros em San Francisco até o desembarque em Honolulu.

Fonte: Uol

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