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Latam vai retomar expansão, diz Cueto

Ignacio Cueto, presidente do conselho da Latam: "Não precisamos de aportes".

A Latam, maior grupo de aviação da América Latina formado após a fusão entre a chilena LAN e a brasileira TAM, tem hoje a estrutura de capital adequada para enfrentar a concorrência e retomar o plano de expansão, interrompido em 2012, disse Ignacio Cueto, presidente do conselho da companhia, que descartou buscar novos acionistas para reforçar o balanço da empresa.

Desde 2012, ano da fusão entre LAN e TAM, a Latam reduziu o número de funcionários, de 53,6 mil para 42,7 mil. A frota encolheu, de 327 para 316 aeronaves. A quantidade de passageiros transportados por trimestre pulou de 17,2 milhões para 17,6 milhões - ou seja, a produtividade aumentou.

O plano de frota para 2018 já prevê a volta do incremento da frota, que vai subir a 317 jatos no ano que vem e 323 em 2019. Os investimentos programados somam US$ 1,9 bilhão em aviões novos nesses dois anos. "Não precisamos de novos aportes. Temos a estrutura de capital adequada", disse Cueto ao Valor em entrevista por telefone, de Nova York, onde participou no início da semana das comemoração de 20 anos da listagem da LAN na Bolsa de Nova York. "Estamos com um balanço forte", reforçou.

Ao fim do terceiro trimestre, a dívida financeira líquida da holding era de US$ 6,7 bilhões, queda de US$ 315,6 milhões ante julho. O caixa somava US$ 1,5 bilhão.

Cueto disse que está mais otimista com o mercado doméstico do Brasil, após quase três anos de crises econômica e política. "Esperamos agora que o país retome a aceleração do crescimento. Acredito que o processo político será menos tenso que tivemos até agora. A tendência é de melhora".

Em entrevista ao Valor na semana passada, o diretor-presidente da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier, disse deve voltar a elevar a oferta de assentos em 2018, depois de encolher 12% em 2016 e 3% em 2017.

De olho na expansão internacional, a Latam vendeu à Qatar Airways, em dezembro de 2016, uma fatia de 10% por US$ 608,4 milhões. Nessa operação, a participação da família brasileira Amaro, a fundadora da TAM, foi diluída para 3%, menos de um quarto da fatia que detinha, em 2012. Os chilenos seguiram detendo 28% na Latam. As demais fatias pertencem a fundos de pensão (21%), investidores estrangeiros em bolsas (14%) e aos grupos chileno Eblen e Bethia (6%, cada) e outros (12%).

A Latam Airlines Brasil, antiga TAM, só tem o controle dos Amaro por causa de um acordo de acionistas, que dá aos brasileiros maior poder de voto. Isso para não descumprir a legislação brasileira, que obriga uma empresa de transporte aéreo regular de passageiros a ter pelo menos 80% do capital votante em mãos de cidadãos brasileiros. O Brasil respondeu por 33,6% dos US$ 7,4 bilhões de receitas apuradas pela Latam no terceiro trimestre.

Fonte: Valor Econômico

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