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Latam vê espaço para elevar oferta em 2018

Cadier, da Latam: "A demanda tem se mostrado sustentável. Não vejo mais a flutuação do segundo trimestre".

A demanda pelo transporte aéreo no mercado brasileiro está consolidando a tendência de recuperação e já possível enxergar oportunidades para voltar a elevar a oferta de assentos em 2018, segundo avaliação do diretor-presidente da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier.

"A demanda tem se mostrado sustentável. Diferentemente do segundo trimestre, quando ainda havia uma alternância de uma semana boa [de vendas] seguida por uma semana ruim, agora vemos mais estabilidade. A tendência de flutuação não vejo mais", disse Cadier em entrevista ao Valor, após participar de uma teleconferência de resultados com analistas.

As concorrentes Gol e Azul, que também divulgaram o balanço do terceiro trimestre com melhores números para receitas e lucros, afirmaram, em conversas com jornalistas e analistas, enxergar espaço para aumentar a capacidade nos próximos trimestres.

Depois de cortar em 12% a oferta de assentos em 2016 ante 2015, a Latam Brasil ainda vai fechar 2017 com uma redução de capacidade, mas agora menor, de 3%, ante 2016. "O ajuste de capacidade foi feito e já há cenário em que vemos espaço para iniciar uma colocação de mais oferta", disse Cadier. Segundo ele, a companhia está discutindo a malha aérea para o Brasil na temporada de abril-agosto de 2018 com Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Essas discussões apontam para um crescimento", afirmou. "A minha sensação é que a indústria está mais racional, afinal, sofreu muito nos últimos anos", disse o executivo, referindo-se à crise na aviação brasileira, que registrou 19 meses seguidos de retração de demanda, de agosto de 2015 a março de 2017, quando voltou a apresentar expansão de tráfego.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a demanda por voos domésticos cresceu 6,6% em setembro, o sétimo mês consecutivo de expansão. Segundo a entidade, "esse desempenho dá condições ao setor para continuar a trajetória de crescimento do ponto em que ela foi interrompida - em julho de 2015".

É essa melhora da demanda no Brasil que permitiu à Latam apurar no país um aumento de 7% na receita média por passageiro por assento disponível a cada quilômetro voado (rask, na sigla em inglês) - um dos fatores que alimentaram o incremento, de 5%, na receita consolidada do grupo, que atingiu US$ 2,6 bilhões entre julho e setembro.

Levando em conta toda a operação do grupo, a Latam Airlines apurou no terceiro trimestre um lucro líquido de US$ 160,6 milhões, ganho quase 34 vezes maior ao obtido um ano antes.

Além do ganho no Brasil - que responde por 26% da oferta de assentos da empresa -, a receita média por passageiro da Latam Airlines também cresceu 7,4% nos mercados domésticos de países de língua espanhola - Chile, Colômbia, Argentina, Peru e Equador e 7,2% nas rotas internacionais.

"Uma série de medidas implementadas ao longo dos últimos trimestres começou a dar resultados agora, gerando mais eficiências", disse o diretor presidente da Latam Airlines Brasil.

No lado das despesas, os custos da Latam entre julho e setembro aumentaram 1,4%, portanto, em ritmo inferior ao da expansão das receitas, atingindo US$ 2,4 bilhões. Assim, o lucro operacional do grupo cresceu 60%, para US$ 244 milhões, determinando uma margem de lucro operacional também maior, subindo de 6% para 9,2%.

Ao fim do trimestre, a dívida financeira líquida da Latam totalizou US$ 6,7 bilhões, redução de US$ 315,6 milhões em comparação com o trimestre anterior.

Fonte: Valor Econômico

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