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Para Azul, demanda está forte e saudável

Rodgerson, presidente da Azul, conseguiu elevar preço médio da passagem.

A demanda mais aquecida e um caixa mais robusto, que reduziu as perdas financeiras, ajudaram a Azul, terceira maior companhia aérea do país, a multiplicar em mais de 20 vezes o lucro líquido no terceiro trimestre deste ano, ante igual período de 2016.

"Existe um ambiente de demanda forte, sustentável, incluindo destinos que dependem do movimento corporativo", disse ontem o presidente da Azul, John Rodgerson. O lucro líquido foi de R$ 204 milhões no terceiro trimestre, ante R$ 9,4 milhões um ano antes. Além do melhor resultado financeiro - a empresa reduziu em 63% o saldo líquido negativo nessa linha de balanço -, o aumento das vendas ocorreu em ritmo superior ao da evolução dos custos. 

As receitas da Azul aumentaram 15%, para R$ 2 bilhões. O preço médio da passagem foi maior e houve crescimento de 6,7% no tráfego de passageiros, que somaram 5,6 milhões. Os custos e despesas operacionais subiram 11,3%, a R$ 1,7 bilhão. 

O presidente da Azul disse que as tarifas têm se comportado de maneira positiva porque o mercado como um todo reduziu a capacidade ao longo de 2016. As quatro empresas de aviação nacionais cortaram capacidade em cerca de 7% no país.

Depois de acumular 19 meses seguidos de retração no tráfego de passageiros até março deste ano, a aviação brasileira tem apresentado taxas de crescimento desde então. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa Gol, Latam Brasil, Azul e Avianca Brasil, cerca de 89 milhões de passageiros foram transportados no país de janeiro a setembro de 2017, aumento de 1,80% ante igual período de 2016. A capacidade subiu 1,2%. 

"É importante perceber que a racionalidade na capacidade permanece na indústria", disse o presidente da Azul, destacando que esse comportamento é importante para que o preço médio das passagens não recue. Segundo ele, a empresa está conseguindo se aproveitar do fato de atuar sozinha, sem concorrências em 60% dos aeroportos que atende. 

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) da Azul no terceiro trimestre aumentou 50,1% ante igual período de 2016, para R$ 249,3 milhões, com a margem Ebit avançando de 9,6% para 12,5% nessa base de comparação. 

Rodgerson destacou ainda a melhora do balanço financeiro da companhia, com a entrada de recursos captados em uma nova venda de ações e uma colocação de títulos de dívida - em 19 de setembro, a Azul fez uma oferta secundária de 44,7 milhões de ações preferenciais, totalizando R$ 1,25 bilhão; e em 19 de outubro levantou mais US$ 400 milhões com títulos de dívida no mercado internacional. 

A Azul aproveitou parte dos recursos para amortizar compromissos, reduzindo a dívida total da companhia em R$ 736,9 milhões, para R$ 2,905 bilhões. Essa queda contribui para reduzir a relação entre a dívida líquida ajustada sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e arrendamento (Ebtidar) para 3,9 vezes, em 30 de setembro de 2017, de 4,5 vezes, em 30 de junho de 2017. 

A Gol, líder do setor de aviação no país, também divulgou na quarta-feira balanço positivo, com lucro líquido no terceiro trimestre de R$ 327,6 milhões, ante perda de R$ 900 mil um ano antes, e incremento de 13,2% na receita, que somou R$ 2,72 bilhões. 

Fonte: Valor Econômico

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