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Anac reprograma pagamentos atrasados de aeroportos concedidos

Aeroporto de Guarulhos: parcelas futuras da outorga fixa deverão ser recolhidas nos prazos e valores indicados nos aditivos contratuais assinados (Foto/Divulgação).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que concluiu na quarta-feira, 20, os processos que preveem a reprogramação do pagamento das outorgas assumidas pelas concessões dos aeroportos de Brasília, Rio de Janeiro (Galeão), Guarulhos e Natal (São Gonçalo do Amarante).

As outorgas são os lances que cada concessionária deu nos leilões desses aeroportos. Os valores totais das parcelas atrasadas somam R$ 2,354 bilhões.

As empresas culparam a crise econômica do País pela queda de demanda nos aeroportos, o que teria causado desequilíbrio financeiro em seus contratos.

A Infraero é dona de 49% de cada uma das concessionárias desses aeroportos, fatia que o governo pretende reduzir.

Por meio de nota, a Anac informou que a reprogramação do pagamento foi concluída após as concessionárias quitarem todos os seus débitos com o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e desistirem de processos nas esferas administrativa e judicial relacionados ao recolhimento das outorgas.

No acordo, as concessionárias também recolheram valores de outorga antecipada, os quais chegam a R$ 2,099 bilhões. Dessa forma, a arrecadação total chegou a pouco mais de mais de R$ 4,4 bilhões com contratos de concessão.

As parcelas futuras da outorga fixa deverão ser recolhidas nos prazos e valores indicados nos aditivos contratuais assinados, reajustados até o mês anterior à data de pagamento.

As demais obrigações contratuais continuam vigentes, incluindo a realização de todos os investimentos previstos nesses aeroportos.

A alteração dos contratos foi feita a partir de uma lei editada em 26 de outubro e uma portaria de 28 de março de 2017, publicada pelo Ministério de Transportes, Portos e Aviação Civil.

Para os aeroportos de Brasília e Guarulhos, o vencimento da próxima parcela será em julho de 2018. Galeão tem vencimento em junho de 2018 e Natal, em janeiro de 2020.

Fonte: Exame/Estadão Conteúdo

Um comentário:

  1. Essa boquinha só eles tem... outros setores da economia, com empresas brasileiras, não tem isso não. Estranho...

    A crise econômica só existiu para eles.

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