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Avianca encerra briga na Justiça com sócio e se aproxima da United


A Avianca Holdings, grupo de aviação colombiano, chegou ontem (29) a um acordo com o grupo Kingsland, segundo maior acionista da companhia, para encerrar processos judiciais na Justiça de Nova York, nos Estados Unidos, uma ação que estava travando o andamento das negociações de parceria entre a companhia e a United Airlines, terceira maior aérea dos Estados Unidos.

"Como dissemos o tempo todo, o processo do Kingsland não tinha mérito e fora aberto de forma prematura. Estamos satisfeitos por as partes chegarem a um acordo e desistirem das ações", disse o presidente da Avianca, Hernán Rincón, por meio de nota.

Em 28 de fevereiro deste ano, a Kingsland, do empresário panamenho Robert Kriete, que detém 14,46% das ações da Avianca holdings, ingressou na Suprema Corte do Estado de New York contra Germán Efromovich, o irmão, José Efromovich, e a Synergy Aerospace Corporation -- dona de 51,5% da holding. Ele queria impedir por ordem judicial que o grupo aéreo colombiano seguisse adiante com a transação de sociedade com a americana United Airlines, um negócio que começou a ser costurado formalmente em 1º de fevereiro deste ano.

Kriete acusava os Efromovich de usarem o negócio para benefício próprio em detrimento da companhia e dos demais acionistas.

A Avianca Holdings e seus controladores responderam abrindo um processo, também na corte de Nova York, acusando a Kingsland de agir contra os interesses da companhia e agir de má fé.

Agora, com o fim das ações na justiça americana, a negociação para o acordo de sociedade entre a Avianca Holdings e a United Airlines ganha fôlego. "A Avianca agora está olhando além do litígio. As negociações com a United estão progredindo", afirmou Rincón.

Na teleconferência de resultados da Avianca, semana passada, Rincón, afirmou que o grupo está "a algumas semanas" para finalizar o acordo de parceria com a United Airlines, a terceira maior companhia aérea americana. "Estamos trabalhando para a que a assinatura do acordo ocorra ainda este ano calendário", afirmou.

Avianca e United já possuem acordos de code-share porque integram a mesma aliança de companhias aéreas, a Star Alliance. O plano agora é aprofundar esses laços e estabelecer um novo contrato por meio do qual as duas poderão desenvolver e operar, de forma conjunta, rotas entre América Latina e os Estados Unidos.

A Avianca Holdings é controlada pelo grupo Synergy, do empresário Germán Efromovich, que é irmão de José Efromovich, dono da Avianca Brasil. Apesar do parentesco entre os dois controladores, as duas empresas são separadas e independentes.

Por isso, Avianca Holdings e Avianca Brasil estudam uma fusão, uma operação que será feita após a conclusão do negócio entre United e a aérea colombiana.

No ano passado, a Avianca Brasil transportou 9,2 milhões de passageiros, 14,5% mais que em 2015. É dona de 13% da demanda local. Nos seis primeiros meses do ano - últimos dados disponíveis -, a aérea teve prejuízo de R$ 142,5 milhões e receita de R$ 1,4 bilhão.

Já a Avianca Holdings fechou 2016 com 29,5 milhões de passageiros embarcados, receita líquida no terceiro trimestre de 2016 - dados públicos mais recentes - de US$ 1,1 bilhão, para um lucro líquido no período de US$ 102,1 milhões.

Fonte: Valor Econômico

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