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Cobrança de bagagens nos aeroportos do país completa 6 meses


Nos aeroportos do Brasil, faz seis meses que as empresas aéreas começaram a cobrar pela bagagem que for despachada.

Foi um período de mudança de hábitos para os passageiros.

A mala é a estrela da temporada. Tem de toda cor e modelo, mas o tamanho é padrão. Na maioria das companhias aéreas, a mala que pode ser levada a bordo nas viagens de avião tem que ter 55 centímetros de altura, 35 de largura e 25 de profundidade.

Por causa da nova lei da cobrança de bagagens, as vendas desse tipo de mala aumentaram muito nas lojas especializadas.

“Nós tivemos um crescimento de 30% nas malas bordo, inclusive na nossa loja virtual”, explicou Rosa Amália, que é supervisora de loja.

E essas malinhas são o que mais se vê nos aeroportos. O motivo é o mesmo.

“Diminuindo para levar menos peso para poder ir direto no avião. Assim não preciso pagar aquelas taxas que estão cobrando”, disse o economista Luiz Bernardino.

O despacho das bagagens em voos domésticos começou a ser cobrado há seis meses. Os preços variam entre as companhias aéreas. Vão de R$ 30 a R$ 80.

Para levar de graça, na cabine do avião, só mesmo bagagens pequenas, com peso de dez quilos, no máximo.

Conversando com os passageiros, a gente descobre que a lei de cobrança das bagagens provocou uma mudança de comportamento. As malas grandes são quase sempre para voos internacionais. Nas viagens domésticas, tem muita gente dando o seu jeitinho.

“Eu dividi elas. As minhas roupas e algumas coisas que comprei na viagem. É o jeitinho brasileiro que a gente dá”, disse uma passageira.

Também para não gastar, Maria Helena vai tentar embarcar com uma sacola um pouco acima do peso: “Tenho direito a dez quilos só, eu acho. Aqui acho que tem mais. Está muito pesado.”

O comerciante baiano Omar Cardoso costumava ser mais generoso com a filha que mora no Rio.

“Tinha que trazer essas coisas todas; farinha, carne seca. Essas coisinhas eu trazia para ela. Agora cortei tudo. Tem que comprar aqui”, contou.

Por enquanto, só a mala diminuiu de tamanho. A contrapartida, com o preço da passagem, ninguém viu ainda.

“Eu acho que a tarifa continuou a mesma, não senti diferença”, disse um passageiro.

“É bom mudar o hábito, você acaba otimizando a mala, mas, por enquanto, a tarifa não refletiu. Virou só o esforço mesmo do consumidor”, afirmou a funcionária pública Luciane Rodrigues.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas afirma que dois terços dos bilhetes vendidos são com as tarifas menores, criadas quando entrou em vigor a cobrança da taxa de bagagem.

Fonte: G1

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