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União entre Aviancas evolui de forma mais lenta que o esperado

Rincón, da Avianca Holdings: 'due dilligence' caminha, mas há diferenças contábeis e de processos entre as duas empresas.

Os trabalhos de executivos da Avianca Holdings, da Colômbia, e da Avianca Brasil, com objetivo de definir modelos de negócios para fundir as duas companhias aéreas, estão caminhando de forma mais lenta que o esperado, disse ontem o presidente da aérea colombiana, Hernan Rincón.

"A 'due dilligence' está caminhando positivamente, mas de maneira mais lenta que o esperado. Isso porque há diferenças entre as duas empresas, em termos de gestão. A Avianca Brasil é uma companhia fechada, enquanto a Avianca Holdings tem padrões de companhia aberta e listada em bolsa. Por isso, há diferenças contábeis e em processos", disse Rincón em teleconferência de resultados nesta terça-feira.

Avianca Holdings e Avianca Brasil são empresas separadas, mas possuem os mesmos donos, a família Efromovich. Por conta dessa proximidade, desde meados do ano passado, equipes de trabalho das duas aéreas trabalham para definir o modelo de fusão e as oportunidades de sinergias que a combinação dos dois negócios proporcionaria.

A Avianca Holdings é controlada pelo grupo Synergy, da família Efromovich, que detém 51,5% da companhia. Germán Efromovich é o presidente do conselho da aérea colombiana. Já o irmão dele, José Efromovich, detém 99,5% das cotas da empresa Spsy Participações Ltda, que por sua vez possui 80% das ações da AVB Holding S/A, titular de 100% das ações da Avianca Brasil.

Além de ter capital aberto, a Avianca colombiana é maior que a irmã brasileira. A empresa teve receita de US$ 4,4 bilhões em 2017 e transportou 29,4 milhões de passageiros. Já Avianca Brasil transportou ano passado um total de 10,8 milhões de passageiros e apurou, até setembro de 2017 - balanço mais recente -, vendas de R$ 2,5 bilhões.

O presidente da Avianca Holdings também disse que as negociações com a United Airlines, terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos, continuam. "As negociações continuam ocorrendo de maneira positiva, evoluindo. Vamos fechar o acordo no momento adequado. Não podemos definir quando isso vai ocorrer", afirmou Rincón sobre negociações para combinar as operações das duas empresas por meio de acordos comerciais e de capital.

A posição do executivo é mais conservadora que a apresentada até o ano passado, quando a aérea colombiana trabalhava com o cenário de fechar o acordo com a United até o fim de 2017.

Os comentários foram feitos em teleconferência de resultados, após a Avianca Holdings reportar lucro líquido de US$ 14,7 milhões no quarto trimestre de 2017, ou 44,1% menos que em igual período de 2016.

Rincón afirmou que a greve dos pilotos filiados à Associação Colombiana de Pilotos Civis (Acdac) - ou cerca de 700 dos 1,5 mil pilotos da Avianca Holdings - que durou 51 dias, provocou custos diários de US$ 1,7 milhão a US$ 1,9 milhão.

O presidente da Avianca afirmou que a empresa vai demitir parte dos pilotos que participaram da greve, destacando que o movimento foi julgado abusivo e ilegal pela justiça colombiana. "Não serão todos demitidos, mas a maior parte deles será demitida", disse Rincón.

A empresa, disse Rincón, está contratando novos profissionais e recorrendo a leasing de aeronaves para cobrir a saída dos profissionais que forem demitidos.

Para 2018, a Avianca Holdings projeta taxa de ocupação média entre 80% e 82%, aumento de 8% a 10% na oferta de assentos, na comparação com o ano passado, e uma margem Ebit entre 6% e 8%.

Fonte: Valor Econômico

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